Bom Dia!! Segunda, 31 de março de 2014

A REVOLUÇÃO
DA MINHA JANELA

31 março 1964

Lembro que me criei vendo, no Rio de Janeiro, na TV, Carlos Lacerda dando longos discursos sobre alguma coisa. Sim, porque tinha sete, oito anos. Os olhos de meus pais brilhavam vendo o líder falar. Não entendia nada, e ficava meio irritado porque os programas de Bossa Nova eram interrompidos por causa de Lacerda. É, eu gostava muito daqueles trios de Bossa Nova.
Quando vínhamos a Porto Alegre, minha mãe discutia muito com seu irmão, que era brizolista e cada vez que ia ao Rio, e parava lá em casa, visitava João Goulart, “meu primo”, dizia ele, e minha mãe o contestava dizendo que não era prima de comunista. Mas o levava sempre de carro à casa de Jango e o esperava o tempo necessário.
Tinha sempre na minha cabeça de criança aquela coisa de Lacerda e Jango e nunca gostei das brigas deles porque achava uma coisa séria.
Nessa época fomos morar na rua das Laranjeiras, ao lado do Parque Guinle. O edifício era muito legal e nos fundos tinha um playground e uma imensa garagem, para os carros de todos os apartamentos, onde mais de 40 crianças passavam os dias brincando.
Olhávamos para cima, no sentido oposto ao edifício, e lá estava majestoso o Palácio Laranjeiras, residência oficial do Presidente da República. Sempre planejamos escalar aquele pequeno morro e encarar o presidente, vê-lo, essas bobagens de crianças.
Comecei a me dar conta de que aquelas brigas de minha mãe com seu irmão estavam tomando conta de todos os lugares em que ia. Não estava preocupado, mas como toda criança não suportava aquele clima de discussão permanente.
Íamos na  casa de um alto dirigente da Marinha, amigo de meu pai, e eu ficava de longe, escutando o assunto deles. Meu irmão chamava-se Paulo César e em tudo que era dele ele colocava um PC – de Partido Comunista, uma bobagem de um adolescente de 16 anos. Esse amigo do meu pai pedia sempre que ele parasse com aquela mania.
Estamos em 64 e me preparava para me formar no primário, queria entrar logo para o ginásio. Deixaria de ser criança. Definitivamente – pelo menos na minha cabeça. Logo no início do ano, indo para o colégio, na rua Gago Coutinho, vi o carro de Jango. O presidente tinha um sorriso que me fascinou. Minha mãe nem o olhou. Eu ainda dei um abano pra ele. Legal, o cara.
Com o passar dos dias, aquele negócio de comunista, comícios, lacerdista, brizolista, militares foi aumentando. Até que um dia a coisa ficou séria: não tive aula por causa da esculhambação que tinham armado. Não sabia como aquela história tinha sido armada. Mas, para minha tristeza, os programas de Bossa Nova tinham praticamente terminado. Na TV era só política, comunicados, uma chatice. Restavam apenas os desenhos do Popeye e do Pica-Pau.
Fazia judô no próprio colégio, o Franco-Brasileiro, na rua das Laranjeiras. O professor era um militar. Faixa preta. Nos primeiros dias de março o cara desapareceu e ficou o Augusto, um aluno faixa roxa, dando as aulas. Perguntei a ele onde estava o mestre. “Não sei, está escondido porque querem pegá-lo”. Não entendi nada e perguntei ao meu pai, à noite. “Ele deve ser do time do Jango, e os militares, contra o Governo do Jango, devem querer a cabeça dele”, foi a resposta enigmática do meu velho, que me confundiu mais ainda.
Como disse antes, teve um dia que não tive aula. Uma quarta-feira. Era séria a coisa. Minha mãe tinha ido ao mercado, comprar comida para guardar, e meu irmão e eu resolvemos dar uma volta pelo bairro. Olha, era de assustar. Muitos sujeitos com camisas claras e um lenço azul e branco no pescoço, tipo escoteiro. Lembro que o azul e o branco eram as cores da bandeira da Guanabara. Todos com mosquetões que nunca tinha visto de perto. E alisavam aquelas armas com uma flanela. E as balas ali, enfileiradas em cima de caixotes. Estava extasiado com aquele clima de guerra. Discussões era o que mais se via em toda a rua. Lógico, os janguistas paravam para desancar com os lacerdistas e vice-versa. Bem Rio de Janeiro.
Depois de nossa banda, chegando em casa, levamos a maior bronca da mãe por termos saído, “com uma revolução a caminho”. Meu irmão chegou a levar uns puxões de cabelo.
Almoçamos, tal e coisa, e a tarde ia rolando normal, com uma movimentação diferente. Acho que pela primeira vez tinha visto meu pai almoçar em casa durante a semana. Disse que os escritórios da avenida Rio Branco estavam todos fechando e ele não seria bobo de ir contra a correnteza.
No final da tarde, fui na janela e aí não entendi mais nada. Estavam colocando caminhões de lixo atravessados na rua das Laranjeiras. Chamei aos berros todos lá de casa. Bem na frente do nosso edifício. Quatro caminhões. “Vai começar”, disse a minha mãe, com cara de apavorada.
O edifício em que morava tinha quatro apartamentos por andar e, claro, dois eram de fundos. As janelas ficaram tomadas pelos vizinhos do fundo. Todas as janelas dos prédios estavam tomadas de gente. Era uma gritaria danada: “Jango, Jango!!”, “Lacerda, Lacerda!!”. Que nem programa de auditório. Os caras que tinha visto de manhã, com as armas, estavam todos na caçamba dos caminhões, mirando num inimigo invisível. Uma cena muito cômica.
Lá pelas tantas, desce pela rua Gago Coutinho um tanque. Os janguistas aplaudem, gritam. Lá em casa tínhamos três janelas para a rua. Numa ficaram minha mãe e os lacerdistas. Na do lado um vizinho do primeiro andar, que tinha nove filhos e todos janguistas. Na sala fiquei eu e meu pai.
Aí vem aquele tanque, meio combalido, e um gaiato, daqueles de lencinho azul e branco, pega o mosquetão e vai enfrentar o tanque. Silêncio geral. Lembro que ele estava num vermelhão incrível e suava muito. Muito, mesmo. Mas o vermelhão é que me chamou a atenção.
O cara vai marchando, com a arma apontada pro bruto e o bruto vindo. Uma cena inimaginável. Até que o tanque pára. E o sujeito também parou. Abre-se aquela portinha de cima e sai um milico. Jovem. Dá a mão pro cara do mosquetão e os dois se abraçam.
Não entendi nada. As janelas lacerdistas explodem em gritos.
Coisa mais sem graça, pensei.
Na quinta-feira ainda não tivemos aula. À noite, fomos na casa daquele amigo do meu pai que era da Marinha. Fiquei brincando de autorama com o filho dele, mas prestava atenção no que falavam. O cara estava muito triste. Numa hora chegou a chorar. Falava que havia morrido muita gente nos quartéis da Marinha, pois lá estavam os principais focos de resistência ao golpe. Ele havia tomado a decisão de entrar para a reserva.
Na semana seguinte, a situação voltou ao normal, pelo menos pra mim. Aulas normais e caminhando para a minha formatura. Como havia visto Jango, vi o novo presidente num dia. O general Castelo Branco estava numa Mercedes e, desta vez, minha mãe chegou a abanar para ele. Não gostei da cara dele – o sujeito não tinha pescoço.
Apesar de torcer pelo Botafogo, minha família era toda Fluminense. E, lógico, era sócio do clube, até porque era próximo lá de casa. E ia a jogos com meu pai. Num domingo fomos assistir a uma partida do tricolor e ele encontrou um amigo. O cara estava entusiasmado com o golpe, dizia que logo iríamos ter eleições gerais, tal e coisa. Lembro que meu pai o olhou e fez apenas um comentário: “Os militares não saem mais do poder. Conheço eles”. Conhecia, mesmo. Era diretor da Metalúrgica Abramo Eberle e fornecia tudo que era de metal para as três armas.
Tempo para o futuro: em 83 morava em Porto Alegre e fui ao Rio de Janeiro cobrir a posse de Leonel Brizola no Governo do Estado para a Zero Hora. O edifício em que morava na rua das Laranjeiras tinha o número 130. Depois tinha um edifício e passando a Churrascaria Gaúcha, onde íamos pelo menos um vez na semana. Pois não é que o almoço da posse do Brizola foi na Churrascaria, 50 metros onde se deu o desfecho do golpe, 19 anos atrás? O governador assumiu e sua residência oficial era o Palácio Laranjeiras. Bem, no final do ano fui trabalhar no Governo do Rio e uma semana depois fui morar num anexo do Palácio Laranjeiras. Da janela do meu apartamento, via a garagem do edifício em que morava.
Esse mundo...
Voltando.
Dois anos depois o velho morreu e fomos morar em Porto Alegre. Em 68 fomos morar em São Paulo e aí com uma família mais reduzida ainda – minha mãe e eu. No dia em que chegamos a São Paulo um carro havia sido jogado contra a Assembléia Legislativa – e eu não havia a menor idéia do que era Assembléia. “Coisa de terroristas”, disse a mãe. Em São Paulo não havia programas na TV de Bossa Nova e aí fui obrigado a aderir à Jovem Guarda. Vez que outra aparecia um cara na TV dizendo que era terrorista e estava arrependido. Lembro de vários orientais fazendo essa confissão.
Numa noite estávamos saindo de um centro espírita, era quase na frente de um quartel do Exército. Passa um caminhão, numa velocidade não permitida. Os soldados disparam centenas de balas de metralhadora, o caminhão desgoverna e bate num poste. Não fomos ver o que tinha acontecido.
Em 69 voltamos a Porto Alegre. Vida normal.
Estudava num colégio marista. Sempre tive problemas com dentes e o meu dentista, já falecido, era uma figura maravilhosa. Comunista roxo. Conversava muito com ele e me ensinou muita coisa. Me dava livros pra ler. Tornei-me um comunistinha amador.
Os anos foram se passando e em 72 precisava de aulas particulares para passar de ano. Um primo indicou dois colegas para me ensinaram matemática e física. Casualidade ou não, os dois militantes – claro, clandestinos – do PC do B. Terminado o período em que eram pagos, ficávamos horas lanchando e batendo papo. Me falavam da guerrilha do Araguaia, da cartilha de Mao, e eu cada vez mais fascinado com aquele mundo.
Traziam panfletos e eu os distribuía no colégio para amigos fiéis.
No ano seguinte, iria estrear como vendedor de anúncios numa rádio. Saí de casa por volta das oito horas para pegar o carro num edifício ao lado onde morava. Dois caras me abordam:
- José Goulart?
- Não, sou José Luiz Gulart Prévidi.
- Nos acompanhe. Polícia Federal.
E já foram, um de cada lado, pegando no meu braço. Não entendi nada.
No caminho até a sede da PF me encheram de perguntas e sempre me tratando de José Goulart. E eu insistia no meu nome certo. Chegando lá, me botaram numa sala e um cara me vigiava com uma metralhadora sempre apontada. Porra, o que tinha feito de errado? Ninguém me dizia nada. O meu negócio, além de estudar – no terceiro ano do científico –, era andar atrás de gurias. E ler muito.
Ao meio-dia me trouxeram um prato de comida, que não consegui engolir. Na sala onde estava apareceram mais dois sujeitos e ficaram trocando passes com uma bola de futebol de salão com o cara da metralhadora. Eu ali, parado. Um tocou a bola em minha direção e, instintivamente, devolvi. O cara me deu um esporro danado e senti que a coisa não estava legal pro meu lado. Lá pelas tantas tiveram o seguinte diálogo:
- Vai ter banheira de gelo para ele?
- Não me falaram nada ainda. E nem encomendaram o gelo.
Me imaginei pelado dentro de uma banheira coberta de gelo.
No final do dia me levaram até o diretor da PF. Pediu que escrevesse sobre a minha vida. Em duas folhas escrevi o que me veio na cabeça e achei que ia ser liberado. Que nada.
Dormi no térreo, num colchonete, porque nesse tempo as celas estavam ainda sendo construídas – para minha sorte.
É bom lembrar que passei um dia inteiro lá sem saber a razão da minha, digamos, prisão.
Na manhã seguinte, me acordam com um prosaico café da manhã – copo de café com leite e um pão com margarina, que não tomei nem comi. Lá pelas dez, me levaram para uma outra  sala. Está lá um negro alto e diz ser o doutor Murilo, diretor do DOPS do Paraná. O cara da metralhadora pergunta se precisa ficar.
- Só se esse marginal se atirar pela janela.
Rapaz, eu era um marginal!
Depois de muitas horas de conversa, o doutor me conta que em Curitiba, no depósito da empresa de transportes Penha, havia sido descoberto um grande pacote com panfletos, cartilhas do Mao, para um José Goulart, e endereçado para o edifício em que morava, sem o apartamento.
Os malucos tinham me mandado material para distribuir aos colegas. Vê só o amadorismo dos nossos contra-revolucionários.
No final da tarde eles se deram conta de que eu era um bobalhão e me liberaram.
Registro obrigatório foi o trabalho da minha mãe, Etna. Quando ela saiu de casa depois de mim, quando me pegaram, o dono de um bar disse a ela que eu tinha sido levado por uns caras com jeito de polícia. Não teve dúvida: foi direto no Palácio Piratini, sede do Governo do Estado. Para entender: o governador Euclides Triches tornou-se amigão de meu pai quando morou no Rio de Janeiro. A minha mãe era muito metida e conseguiu logo uma audiência. Triches assegurou a ela que eu não estaria no Dops. “Só pode estar na Polícia Federal”, disse ele. “A senhora vá lá na avenida Paraná e fale com o superintendente. Leve esse cartão.” Aí, acho, os policiais se deram conta de que eu não passava de um bobalhão, mesmo, filhinho de mamãe.
Fui buscado em casa várias vezes depois, por pura implicância. Uma vez, chegaram lá em casa no final de uma sexta-feira, quando me preparava para ir à aula. Embarquei numa boa. Acontece que o doutor Murilo tinha pedido uma foto minha. Um agente foi no fotógrafo que atendia a PF e ele já tinha encerrado o trabalho.
- Olha, José, vais ter que ficar o final de semana aqui de molho.
Era muita sacanagem. Pedi pra ligar pra minha mãe e ela meia hora depois aparece com dez fotos minhas, desde bebê. O delegado olha pra ela e dispara:
- A senhora tá debochando de mim?
- Não, delegado. Trouxe fotos de todas as fases do rapaz.
Minha mãe era uma figura.
Estavam sempre me seguindo. Sabia quem eram e achava até graça, porque os cumprimentava. Patético, mesmo. Em 74 tive um sério acidente, o que me levou a ter que viver em cima de uma cadeira de rodas. Vez que outra saía com amigos e até mesmo ia para a noite com a minha mãe. Uma vez estava num restaurante onde um conjunto de gaúchos, nossos amigos, tocavam. E lá estava um brutamontes me cuidando. Fui encarar o cara.
- Olha aqui, meu, me larga de mão. Fala lá pro teu chefe que eu tô de cadeira de rodas e não sou terrorista porra nenhuma. Nem trepar estou podendo.
Nunca mais vi o sujeito.
Todos sabem que muita gente sofreu com o golpe de 64, de todos os lados. Mas para a imensa maioria do povo brasileiro o golpe significou pouca coisa.
Ainda mais para uma criança que queria mesmo era se formar no primário.

Sexta, 28 de março de 2014

E AGORA MAIS ESSA

Soube agora da morte do jornalista Sandro Schreiner, 46 anos.
Foi na emergência da Santa Casa porque estava com dores na barriga.
Era aquela doença que me nego a escrever.
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Sandro era o sombra do então governador Germano Rigotto.
Um bom jornalista. Um boa praça.


Bom Dia!! Sexta, 28 de março de 2014

ESTOU MUITO TRISTE

Sexta-feira, vou te contar. Comecei a manhã recebendo porrada.
Não tem humor que resista.
Aí, lá pelas tantas, um torpedo:
"Milton Ferretti Jung e Celso Costa demitidos da Rádio Guaíba".
Despenquei.
Os dois eram a identidade da Guaíba.
O Marcello Campos diz que o Celso estava lá desde 1958!
E o Milton? A VOZ DA GUAÍBA!
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Meu Deus!
E eu achei que os meus problemas da manhã fossem imensos!!




Quinta, 27 de março de 2013 - parte 2

COMUNISTAS SÃO BEM MANDADOS!!

(clica em cima que amplia)


Quinta, 27 de março de 2013

A CRISE DA ACEG

25 de março de 2014. O dia que "ficará na história".
O que tem a ver a Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos - ACEG - com a Federação Gaúcha de Futebol - FGF?
Absolutamente nada, responde um jornalista ou radialista que sabe o que representam as duas entidades.
Rigorosamente nada, responde todo profissional sério.
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Mas, infelizmente, para a entidade que completa no ano que vem 70 anos, agora, nesta semana, a ACEG pediu penico para a FGF. Exatamente em 25 de março de 2014.
Ou melhor, o presidente Haroldo Santos "entregou" a ACEG para aquelas joinhas da FGF.
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E nada mais escrevo e nem documentos mostro.
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A MIUDINHA DO LAURO QUADROS

Ele mesmo, o apresentador da Rádio Gaúcha.
Há um tempo quebrou o pé. Me dizem que foi atropelado.
Agora, sofreu um deslocamento de retina.
Está de molho.
Quem apresenta o Polêmica é o Wianey Carlet.
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SAÚDE, LAURO!!
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O ÚNICO EMAIL

Para tudo: jlprevidi@gmail.com
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EVERTON RIGATTI E OS TORPEDOS

Estou de saco cheio (e principalmente na Gaúcha, que se especializou nisso) em ouvir apresentador lendo torpedos. Domingo, no Faixa Especial, a Sara leu um que dizia o seguinte: "Hoje está mais frio que ontem. Assinado, fulano". Isso é simplesmente ridículo.
Outra coisa irritante desses torpedos é os caras solicitarem informações, sobre o trânsito ou o tempo. Dia desses ouvi essa: "Estou viajanto para tal lugar, quero saber se vou pegar chuva na estrada".
E os caras lêem isso no ar, com toda a pompa e o tempo todo. Ora, é impossível ouvir rádio dessa forma, apresentador virou leitor de torpedo de ouvinte. É por essas e outras que a Gaúcha já não ouço mais.
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A PONTE DO GUAÍBA

Escutei a dona Dilma hoje de manhã.
Disse que, agora, a nova ponte vai sair.
Tem prazo de construção de seis anos. Mais o tempo para fazer o projeto.
Se tudo der certo, o que é improvável, em 2021 a ponte estará pronta.
Duvido.
Aposto em 2030.
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E pensar que este raio de ponte já poderia estar pronta!
A Concepa queria fazer e já estaria pronta. Queria em troca o pedágio.
Mas, e aí, quem iria ganhar com a nova ponte? Nada de propina???
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LEIA, POR FAVOR



Dois textos, dos mestres da MetSul Meteorologia Luiz Fernando Nachtigall e Eugenio Hackbart.
Sobre os 10 anos do furacão Catarina. Sensacional.
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Seria bom que o Cleo Ventinho, o principal meteorologista da RBS, também aprenda um pouco.
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GRE-NAL

Os dois times são tão medíocres que não duvide que os dois jogos fiquem no zero a zero.
Pensando bem, as defesas são tão ineficientes que podem ter gols, sim.
Mas dois empates.
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TÍTULO BEBUM NA ZH, HOJE


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A CHARQUE DO PAULO MOTTA




(...)
Sempre que falam em charque, lembro de uma namorada que tive nos meus tempos de garoto - lá pelo início da Era Paleolítica - que eu apelidei de Charque.
Era feia - aliás, muito feia -, porém saborosíssima, senhores ouvintes! Eu não costumava sair com a Charque por motivos óbvios mas, às vezes, não dava pra fugir de um batizado, por exemplo.
A Charque era madrinha do pimpolho recém-nascido e eu o assistente do ritual, claro. Horas de agonia me separavam das garrafas de cerveja que entravam em freezers longínquos a metros da minha sede, vocês não imaginam a tortura, não, não imaginam não!
Alguém botou na minha mão uma vela enorme e, quando me dei conta, estava diante da pia abismal - desculpa, batismal - abraçado na minha Charque! Com direito a fotos e tudo, meninada! Isso tudo num domingo em Nhu-Porã, trinta quilômetros de São Borja, acreditem, seus bostas!
Na segunda feira, meus queridos coleguinhas do ginásio, no CESB*, já sabiam de tudo, antes das fotos serem reveladas e impressas na Foto Madrid, do Seu Wolmar.
Ainda bem que, antigamente, as fotos demoravam semanas até revelação e impressão, o mico demorava mais, hein, hein?
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PIADINHA



Bom Dia!! Quinta, 27 de março de 2013

ACREDITE!!
JORNALISTA GANHA
DE DESEMBARGADOR!!

O GRANDE JAYME COPSTEIN

Quem conta é o jornalista João Carlos Machado Filho no http://joaocarlosmachadofilho.blogspot.com.br/:

STF decide que críticas a agente públicos
não geram indenização por danos morais

De novo o Supremo Tribunal Federal deixou claro: críticas a agentes públicos, por mais duras, contundentes ou mordazes que sejam, não implicam dano moral. Não geram indenização material como têm pretendido e eventualmente conseguido em tribunais inferiores, ações movidas contra jornalistas e empresas jornalísticas.,
Assim a ministra Carmen Lúcia julgou improcedente o pedido de indenização por danos morais, pleiteada pelo desembargador Fernando Flores Cabral Junior, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, contra o jornalista Jayme Copstein e a Empresa Jornalística Pampa Ltda. Tanto a decisão da ministra como o parecer do procurador-geral da República tiveram fundamento na jurisprudência firmada através de sucessivos votos dos ministros Ayres Brito, Carlos Brito, Cesar Peluso e Celso Mello em processos idênticos.

Flor Édison da Silva Filho
A Corte acolheu integralmente a argumentação dos advogados Flor Edison da Silva Filho, Adyr Ney Generozi Filho e César Augusto Boeira da Silva, defensores do jornalista em todas as instâncias, e ressaltou: mesmo em casos em que o agente público tenha sido ofendido injustamente em sua honra e imagem, impõe-se que a indenização seja módica para não se tornar instrumento de inibição à liberdade de imprensa. O Plenário do STF já decidira assim, ao acatar o voto do relator, ministro Ayres Britto, em processo anterior (ADPF 130, 06 de novembro de 2009).
Condenados em primeira instância, O Sul a R$ 10 mil, o jornalista a R$ 5 mil, a indenização foi elevada para R$ 50 mil na segunda instância. Decidida a improcedência da ação, por ausência de dano moral, não haverá indenização a ser paga.
“A crítica jornalística”, diz o Acórdão, transcrevendo voto do ministro Cezar Peluso, em junho de 2010, “traduz direito impregnado de qualificação constitucional, plenamente oponível aos que exercem qualquer atividade de interesse da coletividade em geral, pois o interesse social, que legitima o direito de criticar, sobrepõe-se a eventuais suscetibilidades que possam revelar as pessoas públicas”.

Histórico
O processo originou-se em crítica mordaz de Copstein, então colunista do jornal O Sul, à falta de um sistema de informações eficiente entre os diversos Tribunais de Justiça do país. Foi publicada em 05 de março de 2008, repercutindo noticiário de jornais do Centro do País.
O assaltante e ladrão de bancos, Carlos Augusto da Silva, vulgo Balengo, fora preso em flagrante pela Polícia Federal, por tentativa de furto, em 2 de setembro dc 2006. Condenado a 7 anos de reclusão em regime fechado, ficou recolhido na Pasc (Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas) até 26 de fevereiro de 2008, quando pediu e obteve progressão para o regime semiaberto por decisão do então juiz da Vara dc Execuções Criminais de Porto Alegre, o hoje desembargador Fernando Flores Cabral Júnior. Transferido nessa data para o Instituto Penal dc Mariante, Balengo fugiu no dia seguinte, 27 de fevereiro de 2008, com a ajuda de comparsas que vieram de São Paulo para resgatá-lo. Em seguida voltou ao crime e, oito meses depois, morreu em confronto com a Polícia paulista
A prisão de Balengo ocorrera quando ele e 40 cúmplices cavavam túnel de 80 metros de comprimento, pretendendo o acesso às caixas fortes das matrizes do Banrisul e da Caixa Econômica em Porto Alegre. Queriam repetir a façanha bem sucedida em 2005, que rendeu ao bando 164 milhões de reais, furtados da sede do Banco Central, em Fortaleza.
Ações espetaculosas como esta, entre as quais estava o sequestro do jornalista Guilherme Portanova, para extorquir da Rede Globo a divulgação de uma mensagem do PCC, deram a Balengo notoriedade nacional. Assim sendo, a progressão para o regime semiaberto e a consequente fuga causaram impacto nacional.
A Vara de Execuções Criminais de Porto Alegre justificou o benefício, com desconhecimento de “qualquer ordem de prisão” contra Balengo. Contradizendo a alegação, as autoridades paulistas manifestaram “estranheza” pela concessão e o jornal O Estado de São Paulo, onde a matéria foi publicada, criticou severamente a decisão.

Crítica
O comentário de Copstein que originou o processo, tinha o subtítulo de “Balengo, o ingrato”. Era tópico secundário de sua coluna de O Sul naquele dia. Dizia:

Jayme Copstein
“Data vênia e com todo o respeito, o Judiciário deve providenciar com urgência assinaturas de jornais e acesso Internet a todos os seus juízes. Para que não se repita o caso do titular da Vara de Execuções Criminais de Porto Alegre, que não sabia o que todos os jornais noticiaram em manchete à época em que Carlos Antônio da Silva, o Balengo, foi preso com 40 comparsas,  quando a quadrilha cavava um túnel para furtar dinheiro do Banrisul e da Caixa Econômica. / Balengo já tem condenações de sobra fora do Rio Grande do Sul, mas o seu alentado currículo não era sabido do juiz que lhe concedeu o regime semiaberto, após cumprir a sexta parte da pena de sete anos por tentativa de furto. Sendo esse o crime menor que lhe era imputado, não caberia remetê-lo de volta à Justiça de São Paulo, que também o procurava, cobrando-lhe dívidas bem maiores? / Leite derramado. O “reeducando” só esperou 12 horas pela “carroça”, para sumir em “lugar incerto e não sabido”. Mesmo assim, os calhordas do bom mocismo, que atrelam à Nação ao Código dos Rábulas de Porta de Cadeia, vão chorar pela ingratidão de Balengo. Ó, como ele pôde fazer isso?”
O STF reconheceu que a crítica se endereçava às deficiências de comunicação do Judiciário e sem agravo à honra e à pessoa do juiz. Além da referência a eventuais suscetibilidades pessoais, a Corte considerou “inconciliável com a proteção constitucional da informação, a repressão à crítica jornalística, (...) o Estado – inclusive seus Juízes e Tribunais – não dispõe de poder algum sobre a palavra, sobre as ideias e sobre as convicções manifestadas pelos profissionais da Imprensa”,
Finalmente, citando precedentes próprios e jurisprudência da Corte Europeia de Direitos Humanos e do Tribunal Constitucional Espanhol”, referidos pelo ministro Celso de Mello em processo de 2011, a Corte foi taxativa:
“O Supremo Tribunal Federal tem destacado, de modo singular, em seu magistério jurisprudencial, a necessidade de preservar-se a prática da liberdade de informação, resguardando-se, inclusive, o exercício do direito de crítica que dela emana, por tratar-se de prerrogativa essencial que se qualifica como um dos suportes axiológicos que conferem legitimação material à própria concepção do regime democrático.”
A documentação referente ao processo (ARE 734067/RS)  pode se consultada na página do Supremo Tribunal Federal, em http://goo.gl/GdBo7c.


Quarta, 26 de março de 2014 - parte 5

PORTO ALEGRE É ASSIM! - 6

Me desculpem, de cara, mas não vejo nenhuma beleza naquela chaminé da Usina do Gasômetro.
Aliás, não aguento ver mais as fotos da dita.
Só gostei de uma foto - quando botaram uma camisinha nela!

Quarta, 26 de março de 2014 - parte 4

PORTO ALEGRE É ASSIM! - 5

Saudade de Porto Alegre. Será?

QUE BELEZA! REDENÇÃO! FOTO DO GILNEI LIMA

Estou no Litoral Norte do RS. Tenho uma boa casa numa pequena praia, perto de Tramandaí. Mesmo antes de voltar a Porto Alegre faço um balanço altamente positivo. Vários dias tive sorte – vento suave, céu sem nuvens e mar limpo, uma raridade. Quase não vi aquela mistura que lembra um nescau marítimo. Tenho nesta casa toda a infra-estrutura necessária. Até microondas. E dois mercados, pequenos, com tudo, bem próximo.
Como passo os dias na frente de um monitor, deliberamos que na praia ficaríamos longe da internet. Mais ou menos, porque duas lojinhas, há 20 passos de onde estou, oferecem uma conexão rápida. Até mesmo no posto de gasolina tem duas máquinas boas. Aí, dia sim dia não dou uma espiada nos emails. Escondido.
Outro dia, depois do almoço, deitado na rede, estava convicto que a saudade da minha cidade havia chegado e, por isso, o meu mau humor. Saudade de Porto Alegre. Não podia estar acontecendo, não conseguiria viver com o meu azedume. Era o que faltava, um homem velho com saudade de uma cidade!
Não deixei a rede e comecei a fingir que estava dormindo para que não me incomodassem. Saudade de quê?
Pensei naqueles infelizes que estão em Santa Catarina. Foram para lá acreditando que haviam chegado num paraíso. Na primeira hora em solo catarina descobrem que estão num inferno, mas não dão o braço a torcer. Pagam o olho da cara por tudo, trânsito paulista, mas vivem elogiando: “Nada é mais lindo do que Santa Catarina! Olha essa paisagem!”. No fundo, morrem de saudade de Porto Alegre.
Saudade de quê?
Está certo, temos que concordar como Luis Fernando Verissimo quando ele diz que o melhor lugar para se veranear é Porto Alegre. Em janeiro e fevereiro temos dias perfeitos – o trânsito é calmo, lugares abundantes em restaurantes e cinemas, tudo é ótimo. Uma cidade com tudo da civilização e sem muita gente.
Mas aqui na praia eu tenho tudo isso! Saudade de quê?
Pensei no Guaíba. O sujo e fedorento Guaíba. Saudade do Guaíba?  Deus me livre! Pela primeira vez pensei que o muro da Mauá é um grande serviço para o porto-alegrense. Não apenas para evitar enchentes improváveis, mas para que os cidadãos não passem perto daquela imundice. E também já concluí que não deve ter revitalização do cais do porto. Bobagem! Já imaginou o sujeito sentado num bom restaurante, na beira do Guaíba, e aquela fetidez em todo o ambiente?
Xô, Guaíba!
E não podemos esquecer que a cidade tem um clima insuportável no verão, justamente por causa do Guaíba. Será que existe uma cidade no mundo tão abafada quanto Porto Alegre? Não tenho esse registro.
Saudade de quê? Do Guaíba? Do calor senegalesco?
Continuava o meu teatrinho na rede. As vezes fingia até que roncava. Uma aragem me permitia esquecer o sofrimento dos que estavam em Porto Alegre.
O que mais me daria saudade?
O meu apartamento, onde moro há 17 anos. É bem legal e tem uma sacada, onde fumo e acompanho o movimento, que não existe mais nos apartamentos moderninhos. Infelizmente, nos dois primeiros meses do ano o movimento diminui muito. De manhã, então, me sinto numa daquelas paradisíacas praias de Santa Catarina, onde nem um fantasma se aventura a colocar um calção ou biquíni. Quem gosta de praia ou rua deserta é aquele cara que está próximo da esquizofrenia. Podem crer.
O que mais?
Meu Deus, o que mais me daria saudade?
As pessoas normais assistem futebol pela TV; filmes em DVD; compram tudo pela internet; até um prosaico cachorro-quente ou uma fornida garota de programa se encomenda pelo telefone.
Ah, sim, temos belas paisagens na cidade. Mas já são vistas e revistas. Pelo menos é o meu ponto de vista. Lagoa do Abaeté? Lagoa da Conceição? Ruínas de São Miguel? Cânion de Itaimbezinho? Morro da Polícia? Eu chego, olho, dou mais uma olhada, faço um comentário – “legal” – e me mando. E só a força para me levarem de novo.
Santo Cristo, saudade de quê?
Dormi nos meus devaneios.
Tive um sonho/pesadelo muito estranho.
Estava num bonde, indo da avenida em que morei na minha adolescência, a Venâncio Aires, para o centro da nossa capital. Iria comer um cachorro quente nas cercanias do Mercado Público. Aí fui contar o dinheiro que tinha no bolso. Se pagasse o cobrador, não comeria aquele manjar divino – o cachorro de carrocinha. Resolvi sair correndo, quando a porta se abriu. E o motorneiro e o cobrador foram correndo para me pegar.
Acordei ofegante e suando. Mas fiquei na rede, me recuperando.
Estava com sede e lembrei de um primo, que já morreu. Éramos craques em tocar nas campainhas das casas da Cidade Baixa e perfeitos em tomar Minuano Limão de um litro e sair do bar em disparada. Sem pagar, é claro.
Dormi de novo. E novo sonho/pesadelo. As redes são terríveis.
Estava com alguns amigos parado na rua da Praia, vendo as gurias que passeavam. Pelo jeito, era um sábado. Aí resolvi ir sozinho ao cinema. Não tinha visto o jornal e percorri os mais tradicionais – Vitória, São João, Imperial, Guarani, Cacique, Rex. Neste, me agradou um filme proibido para menores de 18 anos. Devia ser de sacanagem. Comprado o ingresso, saquei a minha carteira falsificada de estudante, que me identificava com 19 anos. O porteiro me devolveu. “Tu não tem 18 anos”. E deu o assunto por encerrado. Fui rápido para o Guarani e a cena se repetiu. E a cena foi se repetindo em todas as salas, até que me acordei sobressaltado.
Desisti de procurar o que me dava saudade de Porto Alegre. Já era quase cinco da tarde. Coloquei um chinelo e fui para a fila do pão – sim, aqui na praia tem fila até no quiosque para comprar uma caipirinha.
No caminho da padaria, me deu saudade do seguinte programa de sábado da minha adolescência: Depois do almoço, ir de bonde ao Centro e procurar um filme que poderia ter alguma cena com uma atriz pelada. Depois comer um cachorro quente na volta do Mercado Público. A volta para casa de trólebus. Depois do banho, se preparar para a reunião-dançante da semana. E tentar decorar a nova música dos Beatles e a versão do Renato e seus Blue Caps. No almoço de domingo? Numa churrascaria ou no Sherazade, lá na parte alta da avenida Protásio Alves.
Um vidão.
É, dessa Porto Alegre tenho muita saudade.
E dizer que eu tomei banho na praia de Ipanema!
   
(Dezembro de 2007)

Quarta, 26 de março de 2014 - parte 3

PORTO ALEGRE É ASSIM! - 4

A História da SAPA

Carlos Pires de Miranda*




Não saberia dizer exatamente como tudo começou. Sei, porque a coleção prova, que em muitas colunas assinadas em Zero Hora escrevi o quanto Porto Alegre ficava mais agradável no verão. Aquilo de trânsito sempre livre, de estacionar com facilidade, jamais enfrentar fila em restaurante, ir ao cinema e poder se esparramar na poltrona, uma fileira inteirinha só para a gente...
Lembro que um peso-pesado, Verissimo ou Scliar, não sei ao certo, comentou o caso espirituosamente. E não tardou para que se fizesse um coquetel no Chalé da Praça 15 e dali surgisse a Sociedade Amigos de Porto Alegre (SAPA), irônica provocação às sociedades amigos disso e daquilo que pululavam pelo litoral. Adesões em massa, diretoria eleita, a informal, quase anárquica sociedade ganhou corpo.
Dez anos depois, quatro horas de uma tarde calorenta de janeiro, programa do Ruy, na Gaúcha.
Em torno da mesa encontro Tânia Carvalho, Zé Antônio Pinheiro Machado e o publicitário Jesus Iglesias, então presidente da SAPA. Por quase uma hora somos todos unânimes nos elogios a Porto Alegre no verão. E nas discretas farpas endereçadas aos que gostam de água fria, do mar marrom, do trânsito congestionado, do Nordestão carregando barracas e pessoas com menos de 60 quilos na beira da praia, etc.
O Jesus mais ouvia do que participava, parecia constrangido. Até ser desmascarado – ele, com criança pequena em casa, fora visto em Capão Novo. Num ato insano, arranca de sua heróica leva-tudo um conjunto de dois clipes, três bolachas de chope com pouco uso, um lápis número dois, que constituíam o patrimônio da SAPA. Joga tudo em minha direção e me designa novo presidente.
Mas não tinha mais jeito. Aos poucos, os associados famosos foram migrando para o litoral. A Tânia tinha casa em Torres, o Pinheirinho andou por lá lançando um livro, descuidou-se e acabou comprando apartamento. Jesus Iglesias chegou a ser eleito síndico de seu prédio na praia, o Ruy rendeu-se à vontade dos netos e aos encantos de Garopaba, só não vai se o futebol obriga.
Por aqui, em valente resistência, mantinham-se Clovis Duarte, cuidando do seu jovem Câmera 2 (que acaba de completar 18 anos), um advogado amigo nosso que não veraneava porque sua sogra – argentina – iria junto, este colunista e sabe Deus mais quem. Este ano caíram os derradeiros bastiões: o advogado construiu uma casa tão grande que não encontra a sogra desde dezembro, quando levou comida a ela pela última vez; Clovis anda em Atlântida, filhinho de seis anos pela mão à guisa de salvo-conduto.
Não sei quantos ainda somos. Sei que somos muitos, todos orgulhosos veranistas de Porto Alegre. Sei que os bares da moda sempre têm lugar, que aqui ainda restam mulheres bonitas e bronzeadas – embora insistam em não andar de biquíni no Parcão – que o trânsito flui facilmente em qualquer horário, que aos domingos se pode atravessar a 24 de outubro sem olhar para os lados.
E que tudo isso é bom demais.

* Jornalista e advogado, colunista do Jornal do Comércio

(Dezembro de 2005)

Quarta, 26 de março de 2014 - parte 2

PORTO ALEGRE É ASSIM! - 3

Hoje, 242 anos.

No Chile? Em Rondônia? Mongaguá?

Se pensarmos bem, são raros os nomes bonitos de cidades. Não só no Brasil. Aqui no RS predominam os santos (São Vedelino), origem indígena (Gravataí), heróis (Caxias do Sul), combinações estranhas (Não-Me-Toque) e palavras óbvias (Gramado). Raras têm combinações sonoras como Porto Alegre. Tanto que existem outras três por este país.
Harmonia nas combinações é muito raro. Nada supera uma denominação de um povoado em Portugal: Chão de Maçãs. As macieiras estão por toda a aldeia e é inevitável que o solo fique tapado da fruta. Nem mesmo as crianças conseguem consumir a produção que aumenta a cada ano.
Mas a harmonia de Porto Alegre é imbatível.
Tanto que existem alguns bairros pelo país com o nome da nossa cidade. Na baiana Porto Seguro existe um. Mas, olha, é melhor que não existisse. É feio e mal cuidado. Abandonado, mesmo, pela prefeitura, que preocupa-se mais em receber turistas o ano todo.
Em Capivari, no interior de São Paulo, terra de Tarsila do Amaral, o bairro também é humilde, mas o alcaide preocupa-se com os moradores, tanto que há pouco asfaltou várias ruas.
Na zona sul de Teresina a população também sofria com a poeira das ruas do bairro Porto Alegre. No início do ano o prefeito começou a amenizar o problema com o asfaltamento de algumas vias. E é uma zona violenta: em junho, noticia um jornal da capital piauiense, uma aposentada de 75 anos foi violentada e espancada dentro de sua casa por um desempregado – como se essa fosse a razão do crime.
Em Torres, no litoral gaúcho, também há um bairro Porto Alegre. Nada comparado aos mencionados acima. Faz parte da praia da Cal. Não existem outros registros pelo interior do RS.

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Avenidas?

Já imaginou na própria capital gaúcha uma avenida Porto Alegre? Pois existe, no bairro Medianeira.
No mundo? Pelo menos um exemplo interessante.
Na região metropolitana de Santiago do Chile existe a cidade de La Pintana. Como curiosidade, uma das representantes da comunidade na Câmara dos Deputados é Isabel Allende. Pois bem, lá tem uma avenida, importante, denominada Porto Alegre. E a “Sede Municipal Porto Alegre”. A Prefeitura explica (deixo no original): “Esta sede municipal ubicada en Porto Alegre, es conocida históricamente por los vecinos como la ‘Municipalidad Antigua’.
”En sus dependencias actualmente se desarrolla la labor comunitaria del municipio, destacando la Dirección de Acción Comunitaria, el Departamento de Desarrollo Empresarial y diferentes Oficinas de ayuda y participación ciudadana, entre las que destacan el Programa de Diversidad y Tolerancia, Adulto Mayor y Asuntos Étnicos, entre otros”.
Mais uma curiosidade: no Programa de Diversidad y Tolerancia existe há quatro anos o grupo Opus Gay, com o objetivo de "organizar y capacitar a gays, transgéneros y lesbianas de la comuna, entregándoles espacios y herramientas para su integración, reflexión y diálogo".
Porto Alegre, hein?
Agora: Por que Porto Alegre na região metropolitana de Santiago do Chile? Sede Municipal Porto Alegre? Avenida Porto Alegre?
Sei não, mas a Procuradoria da nossa Porto Alegre deveria tomar uma providência. Afinal, não é Puerto Alegre, mas Porto Alegre mesmo.

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Brasileiras

São algumas no RS. Em Ijuí a homenagem está no Distrito Industrial. Em Imbé, Nova Tramandaí e em Balneário Atlântico em Arroio do Sal, no Litoral Norte. Água Santa, Esteio, Santa Maria, Pelotas, Rio Grande, entre outras.
Em Santa Catarina, Chapecó homenageia a gauchada. Além de Pinhalzinho e Balneário Gaivota na Praia da Lagoinha.
Minas Gerais não fica de fora. A terra da Fiat, Betim, e Araguari, a Cidade Surpresa, não se esqueceram da capital gaúcha.
No Paraná, pelo menos, Francisco Beltrão e Ponta Grossa.
Muito gaúcho no Mato Grosso. Sorriso e Primavera do Leste registram ruas com o nome.
No Estado do Rio de Janeiro, Itaperuna, no noroeste fluminense, tem uma rua Porto Alegre.
São Paulo? Mongaguá, na baixada santista (a atração é o Mongaguá Skate Park), e Novais, perto de Catanduva.
Em Rondônia, na cidade de Pimenta Bueno.
No Pará, em Capanema.
Em Rondônia, em Cacoal.

(Setembro de 2007)

Quarta, 26 de março de 2014

PORTO ALEGRE É ASSIM! - 2

Hoje, 242 anos.

Tipos

Vivo num bairro metido a moderninho, com muita gente na faixa dos 20, 30 anos. Muitos querem morar na Cidade Baixa, virou moda. Não faço parte desta turba, porque estou aqui há 17 anos. Para terem uma idéia, quando vim morar por aqui, na minha rua havia apenas um bar – já tinha fechado o lendário Doce Vida. Hoje, apenas na minha quadra são 17 bares e restaurantes.
Como vem gente de todo o lado, observo tipos estranhíssimos.
Todo o dia vejo um sujeito, sempre com um ar de orgulho, que tem o físico e a cara do Woody Allen. Sério. Tem até aquele óculos preto e o cabelo escasso. Magro de dar pena. Muito branco.
Mas o mais interessante são as gurias. Várias, inúmeras com um visual Mary Poppins com cabelo estilo Branca de Neve. Só que roxo. Algumas também com aqueles óculos retangulares, de armação grossa. Muito estranhas. Para completar, vestem-se em brechós. Esquisitas, mesmo.
Geralmente estas gurias se vestem como mulheres normais até a cintura, em que pese as roupinhas anos 70, 80. Mas daí para baixo é um horror. Usam umas meias até os joelhos, com cores berrantes e tênis – o chulé deve ser extraordinário. As saias são largas, de brim desbotado.
O mais triste é que fazem questão de estragar os cabelos. Sempre cortados desparelho e pintados de verde ou vermelho. As mais discretas pintam de roxo algumas mechas.
A impressão que passa é que estes tipos fazem questão de ficar feias. Não pode dar um bom resultado a união de cabelo roxo, mal cortado, roupa de brechó e óculos retangular. É verdade também que essas gurias não tiveram a ajuda da natureza e os rostos não são exemplos de beleza. No popular, como são feinhas, chamam a atenção de outro jeito.
Há algum tempo uma jornalista escreveu um artigo criticando um dos meus métodos “de inspiração”, sem citar o meu nome. Disse num seminário, em que ela estava, que bastava dar uma rápida volta pelo bairro em que vivo ou mesmo ir na sacada de casa para ter um assunto para uma crônica. A mocinha estranhou o método.
É porque a coitada não vive na Cidade Baixa.

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Cenas

Num domingo, fui me deitar tarde. Não tinha mais nada de interessante na TV. Já estava quase entregue, quando comecei a ouvir muita gente falando, aos berros, na rua.
Moro no primeiro andar e escuto tudo que acontece na rua. Esperei, porque não iriam manter aquela gritaria por muito tempo. Me enganei. A cada minuto, a gritaria aumentava, mesclada com risos nervosos. Resolvi me levantar e dar uma olhada pelas frestas da veneziana do quarto. Contei mais ou menos uns 15 guris e gurias. E não eram oriundos de “comunidades carentes”. Todos com roupas da moda e estavam encostados em carros com as portas abertas.
Fui até a sala e arrisquei uma olhada. Eram mesmo de classe média para cima.
Acendi um cigarro e fui para a sacada. Não demorou muito e um dos guris me viu.
- Ei, tem um sapato da minha amiga ali, logo abaixo daquela janela, será que tu não podia pegar pra nós?
Olhei e vi a peça numa aba, abaixo da janela do quarto dos meus filhos, por onde passam os fios do telefone e net.
- Bah, não dá, porque os guris estão dormindo e uma das camas fica junto à janela.
Aí já estavam todos olhando pra mim, como se fosse o carrasco do sapato da mocinha. Mas como aquele sapato foi parar ali?
- Pô, olha só, o pezinho dela está nu! foi o primeiro apelo.
- Dá um jeitinho! pediu, dengosa, uma das amigas.
- Tenta, vai! gritou outra.
- Salva a nossa Cinderela!!
Venceram. Fui na cozinha, peguei a vassoura e entrei em total silêncio no quarto dos guris. Quando consegui abrir a janela, palmas e gritaria me saudaram. E eu com o dedo na boca pedia silêncio. Em vão. Tiravam até fotos do início da operação de resgate.
Coloquei o cabo da vassoura dentro do sapatinho. Tinha que ser com cuidado, porque poderia cair no toldo do bar, instalado numa loja no térreo do prédio. Enfiei bem o cabo da vassoura e atirei. Operação bem-sucedida. Mais palmas, assovios e gritos. Mais fotos.
Não demorou 15 minutos e me vi livre da gurizada.
E pude dormir. Não sonhei com o sapatinho da Cinderela.
Anos antes, ao chegar em casa, vi um monte de gente na frente do meu prédio. Me juntei a eles. Era uma história inacreditável.
A minha vizinha criava um gato no apartamento. Deve ter dado uma loucura no bichano e ele pulou. Como para se matar ou arriscar a liberdade. Só que caiu no toldo do bar e dali não arriscou mais sair.
Muitas sugestões. Um propôs buscar em casa uma escada. Outro disse que chamaria os bombeiros. Várias alternativas, todos falando ao mesmo tempo.
Aí alguém fala mais alto.
- Olha ali, a salvação do gato!
Era de não acreditar. Dois sujeitos e uma mulher vinham com pernas-de-pau, fantasiados, pela mesma calçada.
Um deles se aproximou do toldo e chamou o bichano. Ele foi em direção a suas mãos, meio assustado. Alcançou-o para a dona, que ria e chorava.
Aplausos para o herói.

(Publicado no livro A REVOLUÇÃO DA MINHA JANELA, de 2008)


Bom Dia!! Quarta, 26 de março de 2014

PORTO ALEGRE É ASSIM!

Hoje, 242 anos!!

A original

Raras são as cidades com nomes bonitos. Pouquíssimas transmitem algum sentimento. Podemos contar nos dedos de uma mão as que reúnem sonoridade, beleza e felicidade.
Pense. O nosso país está repleto de cidades que homenageiam santos, heróis discutíveis, acidentes geográficos, povos e expressões indígenas e até mesmo animais e tipos de vegetação.
Não se pode dizer que Porto Alegre é única. Muita pretensão, é verdade. Mas, cá entre nós, é um dedo daquela mão – sonoridade, beleza e felicidade acrescidas de simpatia.
Presunção? Pode ser.
Porto Alegre vive o século XXI com peculiaridades interioranas – até em função de um saudável encontro de tipos de todo o Rio Grande, de outras regiões e do mundo – e com particularidades de metrópole. É interessante.
Ao mesmo tempo em que somos a capital dos shopping centers, temos ainda o costume de levar cadeiras para as calçadas para jogar conversa fora e chimarrear com os vizinhos.
Glênio Peres, o nosso saudoso vice-prefeito e vereador, dizia que Porto Alegre é a única cidade do mundo onde as pessoas se chamam de “vizinho”.
Um povo cioso de sua terra admite “modernismos”, mas não permite que se toque em seus orgulhos. Até hoje se lamenta o fim dos bondes, em um tempo em que não se debatia nada, os administradores decidiam e ponto. Em compensação, o porto-alegrense está torcendo por um metrô.
Não, não vamos nem falar do pôr-do-sol mais bonito do universo, porque a partir desta assertiva não há a menor chance de diálogo.
O jornalista Juremir Machado da Silva define a capital dos gaúchos: “É mais que demais, é hiper-real”. Perfeito para todos os egos!
Não duvide de ouvir a frase em qualquer parte do mundo: “Porto Alegre? Bah, Porto Alegre é hiper-real! Tri!”.
O porto-alegrense, que não aceitou a rebeldia dos Farrapos, hoje recebe com satisfação gaúchos de todos os cantos para o Acampamento Farroupilha. O porto-alegrense também é definitivo. A jornalista Vera Spolidoro jura que ir ao Mercado Público basta para conhecer Porto Alegre. Ali está toda a cidade.
Outros podem dizer que a capital gaúcha é o Parque e o Brique da Redenção; o Theatro São Pedro; a usina do Gasômetro; a orla do Guaíba... o Guaíba. Este é um capítulo à parte. Muitos não aceitam o malfadado Muro da Mauá e se envergonham de não poder aproveitar, como todo cidadão de Primeiro Mundo, a razão da existência de sua designação: o Porto.
Mas, bons otimistas, os porto-alegrenses sabem que logo poderão apresentá-la, com inúmeras atrações aos visitantes, e dizer, de boca cheia:
- Porto Alegre é a cidade.
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As outras

Sul-Maravilha, para quem vive no Norte e Nordeste do Brasil, é Rio ou São Paulo. Nós, que estamos no calcanhar do país, não somos considerados. Isso aqui para nortistas e nordestinas é outro país. Sabem apenas que tem frio e o Rio Grande do Sul tem dois campeões mundiais de futebol.
Falo de um modo geral, é claro. Pessoas esclarecidas existem em todas as partes.
A capital deste país – não que considere o Estado dessa maneira – tem um nome muito bonito. Simples e bonito como poucos. Nos povos de língua espanhola são vários pontos turísticos, restaurantes, além de bairros e vias. Tem de tudo. Puerto Alegre, Puerto Alegro são algumas das variações.
Por todo o Brasil a capital é lembrada – praças, avenidas, ruas, vielas, prédios, uma infinidade de homenagens.
O povoado que hoje se chama Porto Alegre, a capital gaúcha, foi formado lá por 1.700 e poucos. Hoje, o aniversário de fundação da cidade é lembrado em 26 de março. Oficialmente começou a contar em 1772. Detalhe: a capital da província de São Pedro do Rio Grande do Sul foi criada em l773.
O gaúcho é tão cioso das suas coisas que não imagina, porque não aceitaria que existisse, uma outra cidade ou mesmo vilarejo com um nome igual. Admite, apenas, a mineira Pouso Alegre. Sem sorrisos e muito menos reverências. Tolera, apenas.
Mas vou decepcionar a gauchada.
Existem, pelo menos, mais três cidades chamadas Porto Alegre. No Brasil. Municípios, mesmo, com prefeito e tudo de direito.
Prepare-se.

Porto Alegre do Piauí foi criada a 420 quilômetros de Teresina. Numa região danada de braba, o “Polígono das Secas”. É minúscula – pouco mais de 2.500 viventes. Grande parte da população se dedica à produção de alevinos. Também trabalham na mina de calcário, que é para uso agrícola. Divertem-se no Lago de Boa Esperança, onde há um “complexo turístico” com quadra de esportes, campo de futebol, playground e churrasqueiras, numa área de 35 mil metros quadrados.

Porto Alegre do Tocantins é, como a do Piauí, minúscula: 2.500 moradores que se dedicam a plantar maracujá e mamão. Circulam pelo município com exatos 81 veículos. Foi criado em 1988.
Dizem por lá que o nome não tem nada a ver com a capital do RS.
Contam que a denominação surgiu porque lá há um rio (Manoel Alves) e nele um porto no qual tinha uma velha canoa para a travessia das boiadas. Este porto era bom para os viajantes banharem-se e daí originou-se o nome Porto Alegre.
Vivem com toda segurança. Só o nome do comandante da Polícia Militar assusta qualquer projeto criminoso: capitão Dosautomista Honorato de Melo. Te mete!

Porto Alegre do Norte, fundada em 1986, está encravada na Amazônia Legal, no Vale do Araguaia. Mato Grosso. É longe de Cuiabá – 1.125 quilômetros. Atrativos? Faz parte da rota do Rali dos Sertões e os dois rios, Tapiraré e Xavantinho, são fartos em piaus, pacus, pintados, pirarucus e tucunarés.
A economia da coirmã é baseada na pecuária, mas o cultivo do algodão e, principalmente, do girassol tem um bom espaço.
Pouca informação da cidade. E quando se encontra são conflitantes. Mas fazendo uma média pode-se afirmar que são 10 mil norte-porto-alegrenses – 51 por cento na área rural.
O primeiro nome da localidade foi Cedrolândia, devido à grande quantidade de cedro, planta típica da Amazônia usada na construção de móveis. Com o passar do tempo a povoação se concentrou às margens do rio Tapirapé, passando a ser chamada de Beira Rio.
Os comerciantes chegavam em canoas, depois de cinco dias de viagem rio acima. Comemoravam a venda de suas mercadorias com festas no povoado. Para eles era um “porto bastante alegre”, passando a ser assim conhecida.
Deram uma mancada: a Lei 5.306, de 11 de junho de 1981, criou o distrito com nome de Porto Alegre. O município mesmo foi criado pela Lei 5.010, de 13 de maio de 1986, com o nome de Porto Alegre do Norte. O “do Norte” foi acrescido por motivos óbvios.

(Publicado no livro A REVOLUÇÃO DA MINHA JANELA, de 2008)



Terça, 25 de março de 2014 - parte 2

 A CRISE DA ACEG

Basta um advogado para que o Haroldo Santos não saia da Presidência da Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos - ACEG.
Não se lembram, mas o HS foi eleito por aclamação!!
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NEGOLIAÇÃO.
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INFORME ECONÔMICO DA ZH DE HOJE.
LAÇOS DE FAMÍLIA?

Laços com a região
Quem passa a liderar o Credit Suisse no sul do Brasil é o executivo Patrick Lucchese. O novo diretor regional da instituição financeira vai atuar na prospecção das atividades de private banking, investment banking e crédito estruturado.
A escolha de um executivo do Estado faz parte da estratégia do banco global, há mais de 20 anos no Brasil, de fortalecer a estrutura fora do eixo Rio-São Paulo e estreitar relações com empresas e investidores em regiões que demandam consultoria em fusões e aquisições, emissões de dívida e ações e financiamentos estruturados, além de serviços de gestão de recursos.
Graduado em Administração de Empresas pela George Washington University, Lucchese trabalhou na incorporadora Rossi por seis anos, onde foi responsável pela área comercial na Região Sul e pela diretoria nacional, e fundou e estruturou a Bozano Realty, empresa de investimentos imobiliários do Grupo Bozano.
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Patrick é genro do doutor Nelson Sirotsky e filho do doutor Fernando Lucchese.
Certo, no lugar certo.
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HAHAHAHA!!!
DO COLUNISTA LAURO JARDIM, VEJA

Marido da Ministra Ideli Salvatti, o subtenente músico do Exército Jeferson da Silva Figueiredo participou em janeiro de sua primeira missão internacional.
Passou duas semanas na Rússia como integrante de uma comissão técnica de compras. Mas o militar músico não desembarcou em Moscou para renovar os instrumentos do Exército.
Ele foi escalado pelo Ministro Celso Amorim para avaliar o sistema de defesa antiaérea que o Brasil pretende comprar da Rússia. O Pantsir-S1, a escolha de Amorim, custa quase o triplo dos modelos preferidos pelos militares brasileiros que, ao contrário do marido de Ideli, realmente entendem do assunto.
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É tudo uma grande gozação, né Maria Lucia Sampaio e Mario Marona??
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NA PROWEIN

A Prowein, umas das mais importantes feiras de vinhos e bebidas alcoólicas do mundo, já traz bons resultados para as vinícolas gaúchas. As empresas do estande coletivo do RS, que são apoiadas pelo Governo do Estado, entraram em contato com 14 mercados internacionais em apenas dois dias.
A Casa Valduga fechou R$ 200 mil em embarques de vinhos para Luxemburgo, Alemanha, Reino Unido, Bélgica e Suíça.
De Bento Gonçalves, a Pizzato, finalizou vendas no total de R$ 112 mil para a Holanda, negociação essa que já havia sido iniciada em uma feira anterior. A Vinícola Perini iniciou negócios com importadores dos Estados Unidos e Alemanha. Na Basso, a equipe realizou contatos para posterior troca de amostras com compradores da Áustria, Alemanha, Estados Unidos, Dinamarca, Canadá e França.
Presente em 14 países e experiente em exportações, a Salton atendeu no estande países como Suíça, Dinamarca e Croácia. Atendendo a expectativa inicial, A Miolo fechou contratos com três redes de supermercado da Alemanha. “Praticamente a maioria dos negócios que temos, não somente na Europa, foram fechados na Prowein”, destaca o gerente de exportação, Fabiano Maciel.
A 20ª edição da Prowein acontece em Düsseldorf, na Alemanha. A mostra começou ontem (23) e termina amanhã (25.03) e conta com 4,7 mil expositores de 50 países.


Terça, 25 de março de 2014

FOTO DO DIA

Está feia a coisa!!
Não tá nada fácil...
Na avenida Wenceslau Escobar, Porto Alegre.

(clica em cima que amplia)


Bom Dia!! Terça, 25 de março de 2014

RÁDIOS  E TVS?
CADA VEZ PIOR!!



Não vou me referir aos chamados "portais" dos jornais, porque basta ler, DIARIAMENTE, o que recebo sobre as babadas que são publicadas.
Esta, por exemplo, estava na capa, ontem à noite, de um dos principais jornais online do RS:
Corpo de Bombeiros fizeram uma vistoria no último sábado
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Elegante como sempre, o jornalista João Carlos Machado Filho postou uma mensagem no Facebook. Elegante, tá certo, mas paciência tem limite:
Só 20 vezes por dia!
Por força do trabalho que desenvolvo, sou obrigado a ouvir rádio durante quase todo o dia. Assim, saio de casa com o rádio do carro ligado nos noticiários. Quando chego no trabalho, ligo o rádio e fico escutando os programas de jornalismo. Vou me fixar na Rádio Gaúcha para exemplificar o que escrevi no título.
A manhã começou com os comunicadores anunciando que falariam de Precatórios, o que efetivamente aconteceu. Depois das 8, o prefeito José Fortunati entrou falando nas famosas estruturas temporárias. A partir daí, todos, mas todos mesmo, os programas e noticiários falaram no assunto, repetindo as mesmas entrevistas, as mesmas gravações e, em alguns casos, os mesmos textos.
Agora, quando são 17 horas, acho que já ouvi, no minimo, seis reapresentações da entrevista do prefeito.De quebra, as mesmas informações que escutei às 8 da manhã, sobre precatórios, repetidas mais uma vez no programa que começou às 16h30min.
Como vou escutar a mesma coisa, mais umas cinco ou seis vezes até a noite, decidi desligar o rádio. Jornalismo em rádio, no meu tempo, era mais diversificado.
Acaba de começar o noticiário das 17 horas. Sabem quais foram as manchetes? Estruturas temporárias e o MP querendo ver o Contrato do Inter! Tá bom assim, ou querem mais?
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É muito mais terrível, Machado Filho!
Estou cansado de escutar que "o motorista tem que ter atenção" ou "atenção redobrada" em tal avenida.
Estou cansado de ouvir detalhes sobre os índices da Bolsa de Tóquio ou as variações do preço da soja.
Estou cansado de ouvir a hora de 10 em 10 segundos.
Estou cansado de ouvir que "vão passar 55 carros por minuto" na friuei.
Estou cansado de ouvir percentagens e mais percentagens.
Estou cansado de ouvir "demanda".
Estou cansado de ouvir dados comparativos de um ano para outro.
Chega!!
Porque aí não consigo mais parar de anotar tanta bobagem. E isso que não tratei de futebol.
Um horror!
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E a TV?
Ontem, um amigo me contou que o excelente repórter Manoel Soares, durante o Jornal do Almoço da RBS TV, "com toda a segurança de quem entende de bike, pedala segurando o microfone da emissora. Qualquer dois-neurônios das duas rodas sabe que NÃO se pode telefonar nem nos automóveis, muito menos em motos ou bicicletas. Vá perguntar pra motociclistas como é telefonar enquanto pilota. Gravar com microfone de lapela é indicado, mesmo que a atenção do ciclista - o que Manoel não é, embora a fantasia emprestada - seja prejudicada".
Chama a atenção este meu amigo:
- Começa a matéria a eternamente bronzeada Ranzolin: "Por mais simples que pareça, andar de bicicleta exige MUITA INSEGURANÇA"
Me informa que a "matéria" está no G1. Fui conferir.
E está lá, bem como ele contou.
Duvida?
http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/jornal-do-almoco/videos/t/porto-alegre/v/manoel-soares-mostra-o-que-e-necessaria-para-evitar-acidentes-de-bicicleta/3234787/
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Mas não é só aqui, não.
O Jornal Nacional de ontem estava supimpa.
A última matéria estava um primor.
Tratava de uma escola padrão, de turno integral, onde a mensalidade deveria ser de 6.500 reais.
Aí o repórter, faceiro, diz:
- Mas é de graça!
E vai indo, mostrando aquela maravilha, de primeiro mundo, e eu queria saber quem bancava aquela ilha do saber.
Entendi que era na Zona Oeste do Rio.
Aí vai indo, indo, e ele fala o nome da escola e não entendi.
E nada de saber quem banca. Algum governo? Alguma fundação?
Nada!
Entrevistas só com alunos e  um professor.
Nada de placas, nada!!
Hoje de manhã fui no site do JN.
Revi a "matéria".
Trata-se da Escola Sesc de Ensino Médio. E confirmei que é na Zona Oeste do Rio.
O "serviço jornalístico" está lá, com o título "Escola modelo coleciona histórias de sucesso com ex-alunos da rede pública ".
--
Argh!!!

Segunda, 24 de março de 2014 - parte 3

MUITAS FOFOCAS ESPORTIVAS

Dia primeiro de abril acontece a assembleia geral extraordinária na Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos - ACEG. Vão analisar as contas da entidade, que é presidida pelo Haroldo Santos.
Enquanto não acontece, a fofocagem é grande.
Muita conversa fiada, muitas invenções, muitas acusações.
Para alegria do Haroldo, estão mudando o foco.
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CORNETA RECORD

Alô veículos do Grupo Record RS!!
O apresentador André Haar, do Rio Grande no Ar, está de férias há três semanas!!
E quem está apresentando a atração é o Felipe Vieira!!
Entenderam, autores das chamadas???
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DO TIBÉRIO VARGAS RAMOS

Jornalista e professor universitário:
Lentidão
Zero Hora levou uma semana para descobrir que o Caso Petrobras é notícia. Somente hoje, sábado, é manchete no jornal que pretende ser referência e um dos melhores do País. Está em planejamento uma reforma restritiva na redação que vai deixá-lo ainda pior e acarretar a demissão de colegas. Abram o olho! Minha solidariedade antecipada.
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BAITA PROGRAMA

Em homenagem aos 40 anos da TVE-RS, o Primeira Pessoa de hoje, às 23h30min, será com Ivette Brandalise sendo entrevistada por Tânia Carvalho.
Uauuu!!!
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MAIS UMA PARA A PLAYBOY

A Globo inventou mais um Amarildo.
Desta vez é uma mulher, que foi morta pela PM, numa favela do Rio.
Aí entrevistam uma filha, furiosa, sem brilho, mas muito bonita.
Vai terminar na revista - tipo "De uma comunidade carente para o glamour".
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Assassinam um PM por dia no Rio. Inclusive mataram um comandante de uma UPP.
Mas a Globo deve achar isso normal.
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Não entendo. Sério.
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ÉTICAS

Natura e Banco do Brasil são as duas empresas brasileiras na edição 2014 das empresas mais éticas do mundo. O World’s Most Ethical Companies, promovido pelo Ethisphere Institute, selecionou 144 empresas pelo mundo, daquelas que colocam ações éticas em seus negócios. 
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DO G1, SÁBADO

Aí reclamam da qualidade dos chamados "portais".
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DA ZERO HORA, SÁBADO

Decifra, por favor!!


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NO SITE DO JORNAL NACIONAL


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MAIS UM

José Paulo Cairoli, do PSD, diz que vai concorrer ao Governo do RS.
Sei não.
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O LIVRO DO GILNEI LIMA!!




E POR FALAR EM LIVROS...
Nasceu o AL MAN AK. O Prefácio é de Paulo Motta, revisão de Marcia Duro Mello, editado por Gilberto Rama da Exclamação Editora. Vamos marcar um encontro e eu autografo para vocês. Que tal?
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Estou saboreando aos poucos.
Mas, evidente que lá estarei. É só marcar!!
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PALESTRA LEGAL!!




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PIADINHA




Segunda, 24 de março de 2014 - parte 2

10 ANOS DO FURACÃO CATARINA
E NÃO ENTREVISTARAM O CLEO VENTINHO!!




Do http://www.etur.com.br/conteudocompleto.asp?idconteudo=2455:
Usando um computador ligado à Internet, dois termômetros e um hidrômetro, Ronaldo Coutinho previu com mais exatidão do que os institutos oficiais o fenômeno meteorológico que danificou 20 mil casas e causou a morte de três pessoas em Santa Catarina.
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O principal meteorologista da RBS, desde então conhecido como Cleo Ventinho, debochou das previsões de um temível furacão.
Dizia que seria um "ventinho".
Na mesma matéria:
No sábado, poucas horas antes do Catarina chegar à terra, bateu boca ao vivo na Rádio Gaúcha, de Porto Alegre, com o meteorologista Cléo Kuhn, que o chamou de “Orson Welles” catarinense por tentar despertar pânico na população. “O engraçado é que, até agora, o INPE ainda não assumiu o erro. Eles vieram com uma desculpa de que o fenômeno foi, na verdade, um ciclone com uma supercélula no meio e que, por isso, não dava para prever suas conseqüências. Então, como é que eu, a Climatologia Urbana (atual Metsul) e o Climerh, com muito menos estrutura que eles, conseguimos fazer isso com 48 horas de antecedência”, pergunta. E bota ironia na resposta: “Vai ver, temos uma bola de cristal.”
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No final de semana, uma boa matéria na Zero Hora.
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2014/03/dez-anos-depois-do-furacao-catarina-sc-ainda-pena-para-avancar-na-prevencao-4454190.html
Um trecho:
Além disso, até mesmo o tamanho do fenômeno ainda é questionado. Nos dias 27 e 28 de março de 2004, uma equipe de cinco cientistas esteve em locais atingidos pelo Catarina. Integrantes do Grupo de Estudos de Desastres Naturais (GEDN), do Departamento de Geociências da UFSC, formaram uma parceria com a Defesa Civil e fizeram estudos in loco para identificar a intensidade do fenômeno.
Dos estudos nasceu o artigo Impacto do furacão Catarina sobre a Região Sul Catarinense: monitoramento e avaliação pós-desastre. Os dados apontaram que o Catarina chegou perto de 180 km/h, alcançando o nível 2 (até 177 km/h) na escala Saffir-Simpson, que mede a velocidade do vento dos furacões. A conclusão, porém, não foi unanimidade no meio científico. Até hoje, boa parte dos meteorologistas considera que o nível foi 1, com velocidade máxima de 153 km/h. Há ainda quem não admita sequer a classificação de furacão, mantendo a concepção de ciclone.
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Vale a leitura de toda a matéria.
Pena que não entrevistaram o Cleo Ventinho.
Pagaria para ver a sua história furada.
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Leia esse relato, que está na matéria citada no início:
Para quatro pesquisadores integrantes do Grupo de Estudos de Desastres Naturais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), não restam dúvidas de que se tratava de um furacão. Na madrugada de sábado, eles se posicionaram na beira da praia no município de Balneário Arroio do Silva, para esperar a passagem do furacão. “Não sabíamos exatamente o que nos esperava”, diz o geógrafo Emerson Marcelino.
Segundo ele, entre 22 horas de sábado e 1h15min da manhã de domingo, suportaram ventos de 100 quilômetros por hora - com algumas rajadas de até 150 quilômetros. “De repente, veio uma enorme calmaria. A temperatura subiu e tivemos de tirar as blusas. O céu ficou estrelado. Formou-se um centro de baixa pressão, o que nos causou uma sensação estranha, de relaxamento e até sonolência. Uns 40 minutos depois, numa fração de segundos, tudo se tornou um caos. O vento levou nossas blusas. Calculamos a velocidade em 180 quilômetros por hora, com rajadas de até 200 quilômetros.” Marcelino não tem dúvidas em afirmar que todas essas características são de um furacão, “de categoria 2 ou até 3”.
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O que diria o Cleo Ventinho?


Segunda, 24 de março de 2014

FOTO DO DIA

Quem publicou o retrato foi a Maria Helena Aveline, no Facebook.
Roberto Gigante e Rogéria na boate Flower's, na década de 70.



Bom Dia!! Segunda, 24 de março de 2014

BOA!!
ESSA VAI DAR CERTO!!

PT organiza Marcha do Bolsa
Família com Lula pela Reeleição


João Santana apresentou os convites para a área VIP da passeata

POLITBURO - Membros do Comitê Central Comunista Brasileiro (CCCB) se reuniram esta manhã, a portas fechadas, para traçar planos de dominação do continente. Sedentos por atos terroristas que relembrem a resistência ao Golpe Militar, os companheiros Luiz Inácio, João Santana, José de Abreu e Gregório Duvivier organizaram a Marcha do Bolsa Família com Lula pela Reeleição.

O grupo recrutou militantes lobotomizados por professores universitários esquerdistas para marchar contra a imprensa golpista, proferir palavras de ordem contra Joaquim Barbosa e enxovalhar Eduardo Cunha. "O inimigo agora é outro. Precisamos conter a ameaça fisiologista", trovejou o ator Wagner Moura.

Convidada para a Marcha, a cúpula do PMDB estabeleceu duas condições para a aderência ampla, total e irrestrita: "Queremos a anexação do Suriname, Guiana e Ciudad del Leste para que possamos ampliar o número de vagas para parlamentares úteis. E, claro, não abrimos mão da presidência da UNE", negociou José Sarney.
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Fim de Semana do Prévidi - 22/23 março 2014

UM PEDIDO FORMAL DE DESCULPAS


As vezes me meto em umas broncas que vou te contar.
Não tenho nada a ver com a cidade de Santiago.
Não conheço o doutor Ruderson Mesquita Sobreira.
E, por uma infelicidade, publiquei um texto de um jornalista e advogado, Leudo Costa, que desanca o pau nele. 
Não podia ter feito isso, não posso me meter em bronca dos outros.
Entrei de gaiato.
Portanto, desculpe-me doutor Ruderson Mesquita Sobreira.


Sexta, 21 de março de 2014

ESCOLA ZH!

Recebo:

Olha a linha de apoio à notícia do empate do Grêmio, na quarta, na Libertadores!
E olha, depois, o texto!!!
O repórter devia estar com preguiça de acompanhar o jogo até o final!!



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CRONISTAS ESPORTIVOS

Recebo:

Quando leio notícias como as que você publicou sobre a ACEG, reforço meu sentimento de que nosso jornalismo esportivo precisa urgentemente se reciclar. E nem vou falar sobre a questão qualidade, que em linhas gerais é sofrível. Refiro-me ao ar professoral adotado pela imensa maioria dos cronistas, que entendem de tudo e para tudo tem soluções.
Assim, na maioria das vezes, atacam o lado pessoal de dirigentes e atletas, não tomando cuidado com a separação entre o cargo ocupado e o cidadão que nele está investido. A palavra incompetência campeia solta pelo vocabulário das mais diversas análises. Sobram críticas ácidas. E quando olhamos para a entidade que congrega esses mesmo analistas, nos deparamos com uma situação vexaminosa como a descrita.
No mínimo, lamentável.
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REPITO: NÃO COMPRE LEITE!!

IMPUNIDADE NO LEITE

Rogério Mendelski

Se os fraudadores do leite que nós bebemos não tivessem certeza de sua impunidade não estariam enquadrados na Operação Leite Compensado 4. Num prazo de pouco mais de um ano o Ministério Público Estadual já comandou quatro operações para prender e desbaratar quadrilhas (tem outro nome?) especializadas em aumentar seus lucros no comércio do leite adicionando nele todas as porcarias possíveis, inclusive cimento (pelo menos foi encontrado cimento – acredito que o branco para rejuntes – nesta última operação).
Vejam que mesmo com a intensa e permanente ação do MPE os fraudadores sequer diminuíram as suas fraudes. Se esses bandidos fossem cautelosos, na primeira devassa das autoridades teriam colocado suas barbas de molho. Mas que nada, como diria Jorge Benjor, o fraudador cantava “sai da minha frente que eu quero passar”, apostando na sua impunidade e na fragilidade de nossas leis.
Em janeiro de 2009, um tribunal chinês condenou dois homens à morte e uma ex-executiva à prisão perpétua. As condenações são ligadas ao escândalo do leite contaminado. Não houve mais nenhuma tentativa de novas fraudes no leite servido aos chineses. Isto é, as autoridades chinesas não precisaram de outras operações para pegar fraudadores. Lá, os que adulteram leite sabem o que lhes é reservado quando flagrados nesse crime.
E nada mais precisa ser escrito.
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UM ENCONTRO HISTÓRICO

E tem gente que insiste na bobagem de que as chamadas redes sociais afastam as pessoas.
Para estes teóricos de merda, aí está o último encontro da Confraria do Cachorro Quente, na quinta, dia 20.
Todos amigos no Facebook!!


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CANOAS RESPONDE

Publiquei isto, conforme informações que recebi:
ADMINISTRAÇÃO DE CANOAS NÃO É O QUE SE IMAGINA
Fecharam a UTI Pediátrica do Hospital Universitário da Ulbra.
Me informam que a Prefeitura jamais pagou o Hospital Mãe de Deus e que está retirando equipamentos  
do Universitário e do Pronto socorro, por troca de serviços.
O sucateamento nas duas instituições é impressionante.
Para piorar, o Prefeito Jairo Jorge, o Senador Paulo Paim e o deputado federal Marco Maia viraram inimigos.
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Aí a Lurdes Nascimento, secretária de Comunicação da Prefeitura de Canoas, contesta:
Gostaria de te alcançar informações sobre a nota que publicaste no teu blog sobre a saúde em Canoas.
É improcedente a informação de que a UTI pediátrica do Hospital Universitário de Canoas fechou. Ela segue em pleno funcionamento e em pleno atendimento. Desta mesma forma, não é verdadeiro que a Prefeitura nunca tenha pagado o Sistema Mãe de Deus, que administra alguns equipamentos de saúde no município. A prefeitura está em dia com este pagamento, tanto que mais quatro CAPS serão inaugurados e serão administrados também pelo Sistema Mãe de Deus.
Impossível afirmar que há sucateamento, quando, somente no Hospital Universitário, o número de leitos cresceu de 120 para 420 desde que esta gestão assumiu. E com a recente transferência do HU para o Município, a Prefeitura espera abrir mais 100 novos leitos.
Por último, respeitando o bom humor do jornalista, informo que a relação entre o prefeito Jairo Jorge, o deputado federal Marco Maia e o senador Paulo Paim segue muito sólida.
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JORNALISMO AMBIENTAL

O Jardim Lutzenberger, situado na Casa de Cultura Mário Quintana, sediou ontem o lançamento do Prêmio José Lutzenberger de Jornalismo Ambiental,  uma promoção conjunta da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES-RS) e Braskem.
O prêmio objetiva incentivar a divulgação de matérias que mostrem experiência positivas em prol do meio ambiente, com destaque para aplicação de novas tecnologias e esforços de todas as esferas da sociedade na busca de soluções para o setor.
Está dividido em seis categorias: jornalismo impresso, fotojornalismo, radiojornalismo, telejornalismo, webjornalismo e estudante de comunicação, que terá a categoria especial Prêmio Braskem de Jornalismo Universitário.
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Em seu pronunciamento no evento, o presidente da ARI,  João Batista de Melo Filho, destacou a relevância do tema meio ambiente para a sociedade. “Os valores em torno dos direitos humanos e da natureza são os mais relevantes para uma nação”, disse. O diretor de Relações Institucionais da Braskem no RS, João Ruy Freire, afirmou que a ideia do prêmio começou a se desenhar desde o inicio da relação da empresa com o Jardim Lutzenberger. “Este lugar traz a mensagem de que o ambiente urbano pode conviver com a natureza e que todos devem fazer o seu papel nesta preservação”, comentou. Alexandre Bugin, vice-presidente da ABES-RS, ressaltou a relevância do trabalho jornalístico para entregar para a população informações corretas sobre o tema.
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Podem participar somente jornalistas com atuação no Rio Grande do Sul registrados na  Delegacia Regional do Trabalho e Emprego e estudantes devidamente matriculados em cursos de jornalismo. Cada profissional poderá inscrever até três trabalhos em cada categoria que tenham sido publicados ou divulgados em veículo com circulação ou atuação regular no Estado entre os dias 1/10/2013 a 30/07/2014.
O 1o lugar de cada categoria receberá prêmio de R$ 5 mil e um troféu. O 2o lugar receberá R$ 2,5 mil e troféu. O 3o lugar receberá um certificado de menção honrosa. O vencedor do Prêmio Braskem de Jornalismo Universitário receberá R$ 1 mil e um certificado.
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As inscrições já estão abertas e devem ser feitas até 28/08/2014 pelo www.premiojornalismoambiental.com.br, que também traz todo o regulamento.
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ESCALA ESPORTES

A Agência Escala lança hoje seu núcleo de esportes e assina contrato para gestão de imagem dos jogadores Luan Guilherme de Jesus Vieira, do Grêmio, e Maurides Roque Júnior e Walderson Ferreira de Oliveira, o Valdívia, ambos do Internacional.
A assinatura da parceria será ao meio dia na Escala (Avenida Carlos Gomes, 300, 2º andar), com presença dos jogadores, do diretor da Escala Esportes, Paulo César Verardi, e da diretoria executiva da Agência Escala.
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ELE VOLTOU!!

Geraldo Corrêa, ex-RBS, é agora diretor da OAS para a região Sul.
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CICLISTAS

Wilson Rosa escreve:

Olha só o flagrante que o cinegrafista Marcos Azevedo fez esta manhã no corredor da Érico Veríssimo. Um jovem se arrisca no meio dos ônibus. Confira a reportagem no SBT Riogrande, às 11h40min.


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PIADINHA

Um rabino, ainda jovem, falece tragicamente num acidente. Como ele vivia em uma comunidade pequena, todos se conhecem e, depois de algum tempo, acabam
aconselhando a viúva a que volte a se casar.
Na comunidade (kibutz) havia somente um candidato disponível e era um mecânico, simpático, mas com pouca instrução.
Embora relutasse no início, pois era habituada a viver com uma pessoa erudita, a viúva finalmente aceita.
Após o casamento, na sexta-feira, véspera de Shabat, após o banho ritual no mikve, o mecânico diz à sua nova esposa:
- Minha mãe sempre falou que era uma boa ação praticar sexo antes de ir para a sinagoga.
Foi dito e feito.
Voltando da  sinagoga, ele fala:
- Segundo meu pai, é uma santa obrigação fazer sexo antes de acender as velas de Shabat.
Foi dito e feito, de novo.
Pouco antes de irem dormir, o mecânico volta ao assunto:
- Meu avô sempre disse que é costume fazer sexo no Shabat.
Resultado: foi dito e feito, mais uma vez.
Amanhecendo o dia seguinte, ele diz:
- Minha tia Sarah, muito religiosa, me disse certa vez que um bom judeu não começa a manhã de Shabat sem ter sexo (adivinhe o que aconteceu?)
A viúva, no domingo, sai para fazer compras.
No mercado encontra com várias amigas, que perguntam:
- E aí? Que tal é o novo marido?
- Bom, não é tão instruído como o anterior, mas vem de uma família maaaaaraaaaaaaaviiiilhooooooooosaaaaa!!!

Bom Dia!! Sexta, 21 de março de 2014

ELE VOLTOU!!

JEQUITI

Paulo Motta

Última reunião da Confraria do Cachorro Quente, dia 20


Difícil recomeçar a escrever, juro pra vocês, juro! Deveria ter sido ser mais esguio, mais longilíneo, não sei, gente! Quem sabe mais discreto, talvez?
Mas quero ser mais curvilíneo e menos enjoadíneo, senhoras e senhores, veremos.
Fiquei um tempão sem escrever, mergulhado nas profundezas do eu mesmo - sabem o eu mesmo? Pois é! - mas algumas criaturas me resgataram do maremoto das inconsequências e eu voltei, sério, voltei!
Um gnomo ruivo me puxa pelo braço e atira minha sanidade aos serafins. Ou querubins, nem sei mais. Querubins, querem; serafins serram.
Mas era um gnomo ruivo, lembro disso.
Sem pretensões maiores, o bichinho cuidou da minha sanidade, considerando que já não estava essas coisas, não é?
Não sei se era uma gnoma ou um duende - vamos combinar: pra mim é tudo igual -, o certo é que me arrancou da apatia em que me encontrava e me joga de volta aos cães! Vocês, seus bagaceros, são os cães!
Depois de engolir muitos temporais e tempestades, em silêncio, pensando aos gritos, preciso cuspir um arco-íris, não é, seus podres?
Nem sei se agradeço à minha gnoma - ou duenda - ou aos céus, que me enviaram essa pequena víbora pra me acompanhar.
Vou recomeçar, com a tua risada, sua medonha. Fica por perto, só me devolve os catálogos da Jequiti e da Pierre Alexander, certo Leh Bermann?