Quinta, 27 de julho de 2017




Jamais troquei de lado.
Por quê? Eu não tenho lado.
Ou melhor, o meu lado sou eu






Atualizado diariamente até o meio-dia.
Eventualmente, à tarde, notícias urgentes.










No final da viagem, a gente descobre que o melhor de
Gramado é Canela.
Eduardo Vessoni, jornalista
do msn.com









MILAGRE DA ESQUERDA URUGUAIA:
15 ANOS DE CRESCIMENTO ININTERRUPTO


Incompetentes, não aprenderam nada com Mujica


Matéria de EL PAÍS BRASIL, de CARLOS E. CUÉ e MAGDALENA MARTÍNEZ

Até o ministro da Economia uruguaio, o veterano Danilo Astori, de 77 anos, tem dificuldade em acreditar. Seu país, uma pequena ilha de paz política, social e econômica entre dois gigantes convulsionados como Brasil e Argentina, protagoniza o que chamam de desacople (desacoplamento). Enquanto os dois colossos sofrem – em 2016 ambas as economias encolheram – e outras experiências, como a venezuelana, afundam, o Uruguai, dirigido desde 2005 pela esquerda tranquila da Frente Ampla, está prestes a completar 15 anos de crescimento ininterrupto, um recorde histórico para essa pequena nação de 3,3 milhões de habitantes. O país não tem petróleo ou cobre, mas soube explorar outros recursos: soja, gado, turismo e um intangível: uma grande estabilidade política sem grandes escândalos de corrupção.

O Uruguai nem sempre foi um remanso de paz. Vivia pendente do Brasil e da Argentina. Em Montevidéu se dizia que quando eles tossiam, o Uruguai pegava um resfriado. A última vez foi entre 1999 e 2002. A crise do corralito argentino acabou afundando o país: fuga de capitais, 40% da população em situação de pobreza, colapso do sistema financeiro, bancos resgatados. Foi difícil sair, mas a lição foi aprendida: tanta dependência nunca mais. “Quando assumimos o Governo, em 2005, o Uruguai era o segundo maior devedor do mundo em termos relativos. Um dos nossos primeiros problemas foi renegociar a dívida com o FMI, que não podíamos pagar. Naquele momento tínhamos uma exposição muito alta ao dinheiro argentino”, explica Astori em seu discreto e clássico escritório no centro de Montevidéu.

Até os mais críticos ao Governo da Frente Ampla, que depois de 12 anos no poder sofre um desgaste importante, admitem que foi muito sério com a gestão econômica, dirigida por Astori em dois períodos: 2005-2010 e de 2015 até agora. Com José Mujica (2010-2015) foi vice-presidente e está sempre entre os potenciais presidenciáveis para 2020.

O Uruguai viveu como protagonista a década de ouro da esquerda latino-americana, teve um presidente como Mujica que havia sido guerrilheiro, mas nunca abandonou certa ortodoxia econômica. Tanto assim que, dentro da Frente Ampla alguns grupos afirmam que, na verdade, a atual política econômica não é de esquerda.

“O tom de esquerda foi dado pelas transformações estruturais que implementamos”, justifica Astori, “mas com uma consciência fundamental: a ordem macroeconômica é imprescindível. Sem ela não há transformação alguma. Não conheço nenhuma experiência no mundo em que se tenha transformado a sociedade em meio à desordem. Deve haver consistência entre as políticas monetária, cambial, fiscal e de renda”, acrescenta Astori. “Desde antes de assumirmos [em 2005] já nos reuníamos com o FMI para negociar novas condições, mas advertimos que não renunciaríamos a um plano de emergência para combater a pobreza”, lembra. “Estamos agora com 9% de pobreza e a miséria não é estatisticamente mensurável”.

Carlos Alberto Lecueder, um dos empresários mais influentes do Uruguai, administrador de vários centros comerciais e do World Trade Center de Montevidéu, reconhece que a esquerda “teve políticas econômicas sérias”, mas observa em particular que o avanço do país se deve ao fato de “ter um Estado de direito sério e uma democracia que funciona bem”. O país soube aproveitar o boom das matérias-primas e o crescimento chinês para diversificar e não depender tanto dos imprevisíveis vizinhos.

“O Uruguai manteve uma política organizada. Até mesmo o Governo de Mujica respeitou a macroeconomia. Mas não foram feitas reformas de longo prazo e temos um problema muito sério com a qualidade do capital humano: educação e formação. Não estamos tão bem, o ciclo 2004-2014 teve condições muito especiais”, diz Ignacio Munyo, um economista liberal, professor da Universidade de Montevidéu e crítico do Governo da Frente Ampla.

O Uruguai funciona, como mostra a chegada contínua de investimentos e de todo tipo de marcas internacionais nos shoppings administrados por Lecueder, que florescem em toda Montevidéu. Mas o milagre uruguaio é discreto: não há uma única loja da Chanel ou da Armani em todo o território nacional. Prosperidade sim, luxos não. De fato, o crescimento surpreende porque não para, mas não é espetacular: 1,5% em 2016 e se espera 1,6% ou um pouco mais em 2017.

O ano começou muito bem, com um crescimento de 4,3% no primeiro trimestre, com uma temporada turística recorde, em parte graças à crescente inflação argentina: o país vizinho tornou-se tão caro que passar férias no paraíso de Punta del Este, antes reservado aos muito ricos, tornou-se uma excelente opção para os portenhos. No entanto, as pesquisas estão mostrando o crescente descontentamento da população e o atual Governo, liderado por Tabaré Vázquez, tem taxas de aprovação historicamente baixas (cerca de 30%), sem escândalos de corrupção, mas com alguns de má gestão.

Existe alguma perplexidade na atual administração diante do descontentamento da opinião pública, mas a verdade é que a Frente Ampla deixou pendentes grandes questões como a modernização dos serviços públicos, a melhoria da educação e a construção de infraestruturas. Além disso, neste ano o Governo aumentou os impostos e decretou políticas de austeridade que prejudicam o modesto poder aquisitivo da população. Em um país que rende culto à classe média – tem as menores diferenças sociais da América Latina–, o ritmo parece estancado e os observadores internacionais brincam que o Uruguai tem apenas duas velocidades: “lenta e parada”.

O que tanto o Governo quanto os analistas rejeitam é uma máxima generalizada sobre o Uruguai: o fato de que sobrevive graças ao dinheiro escondido lá pelos ricos de outros países, a ideia de “Suíça da América”. “O Uruguai adotou as práticas mais modernas, derivadas da OCDE, em matéria de transparência fiscal e intercâmbio de informações. Não recebemos investimento financeiro puro, recebemos investimento estrangeiro direto, produtivo. O Uruguai não é uma mera praça financeira aonde chegam capitais voláteis, que obtêm um lucro e vão embora. Combatemos isso”, insiste Astori, enquanto lembra que está para chegar um investimento de 5 bilhões de dólares (cerca de 15,73 bilhões de reais) de uma empresa finlandesa para instalar uma nova fábrica de papel no país. A agropecuária uruguaia também explode e produz alimentos para 60 milhões de pessoas.

O milagre uruguaio desta vez vai noutra direção, sempre diferente daquela de seus vizinhos e dos que foram seus aliados políticos da esquerda latino-americana, como a Venezuela. Enquanto legaliza a venda de maconha em farmácias sem grandes polêmicas, o país de Mujica também mostra uma terceira via política e econômica.


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RÁDIO ALEGRIA A MIL! - O fabuloso Rogério Forcolen já está lá. Para janeiro, o projeto é que o Gugu Streit seja o dono das manhãs.
No audacioso projeto, os proprietários vão trazer a antena para Porto Alegre e fazer um rádio estadual.
Exatamente para ocupar o espeço deixado pela Farroupilha, em processo de extinção.
No projeto também está o produtor Carlos Mota, responsável por fazer da Alegria uma Farroupilha moderna.


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PIADA DE JULHO - O pior apresentador de rádio do RS, agora, vai ter coluna no jornal, aquele que é um dos maiores do universo. Hahahaha!!!!
Sorte - mas não sei se adianta - que terá ao seu lado, na página, um colunista de verdade.


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PERGUNTINHA - Já tem tabela de preços para colunistas? Antes da mudança, um que outro cobrava caro... Acertos dramáticos...


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O MILAGRE DOS QUATRO REPÓRTERES PAULISTAS DA RECORD RS - O milagreiro em questão chama-se Rodrigo Falcão, e é o gerente de jornalismo da Record RS. Ele é gaúcho, mas se meteu numa fria por aqui e foi mandado para São Paulo. Lá fez vários amigos - entre os quais os quatro "importados".
O cara é fantástico.
Chegou ao ponto de importar um repórter que jamais trabalhou como repórter!!
O cara sabe tudo!!
Nada como ser devoto da igreja universal...


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CÁ ENTRE NÓS - É deprimente o jornalismo das Record. Poucos se salvam.
Posso citar aqui 30 repórteres que entrariam na Record e fariam um excelente trabalho.


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TODO O RIO GRANDE DO SUL




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CONFRARIA DO CACHORRO QUENTE DE VOLTA!

ATENÇÃO!
Será na próxima quinta, 3 de agosto, às 19 horas, no Posta Del Diablo - Lima e Silva, 587, em frente ao Zaffari, a próxima reunião da Confraria do Cachorro Quente.
Primeiro, vamos recepcionar o principal Executivo da CCQ, Paulo Pruss, que irá nos relatar suas "aventuras" em Portugal.
E vamos propiciar que os milhares de fãs do Paulo Motta possam trocar ideias com o ídolo e adquirir o seu segundo livro, "As crônicas da pílula lilás".
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NÃO VÃO QUERER CONVITE INDIVIDUAL, NÉ?



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VAQUINHA PRO MAURO VARGAS - Peguei da Coletiva.net:
Na última semana, amigos do radialista Mauro Vargas, portador de Esclerose Múltipla há sete anos, criaram uma vaquinha online para ajudar no tratamento da doença autoimune. Com duas décadas de experiência como locutor executivo, Mauro, que é formado em Jornalismo pela Famecos, atuou em emissoras de rádio e TV, como TVE, Band, Grupo RBS (rádios Gaúcha e Farroupilha e RBS TV), SBT RS, Rádio União FM e Ulbra TV. Também foi professor no curso de Radialista do Senac, em 2004 e em 2005 na disciplina de locução e dicção.
O objetivo do financiamento coletivo é atingir R$ 25 mil e, até o momento, foram arrecadados R$ 4.330. “O jornalista, de voz marcante e muito querido pelos amigos, não está conseguindo arcar com todos os gastos que a doença exige. A quantia que recebe do INSS cobre com esforço apenas os remédios, mas ele também necessita de cuidados especiais para ter uma qualidade de vida melhor”, diz o texto divulgado no site da vaquinha.
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As doações podem ser feitas até 31 de dezembro.
VAI LÁ! VALE QUALQUER VALOR!!


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PORTO ALEGRE CADA VEZ MAIS ABANDONADA - Da coluna do Paulo Germano, no ZH:

Decisão da prefeitura de reduzir
escolas com EJA é um soco na periferia

A decisão da prefeitura de restringir de 33 para apenas um o número de escolas que aceitam novas matrículas para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) é intragável. Embora o governo negue, essa medida vai, sim, inviabilizar os estudos de centenas de pessoas.
Em entrevista recente a Zero Hora, a secretária-adjunta de Educação, Ivana Genro Flores, disse que a providência foi tomada para avaliar "quem e quantas são as pessoas" interessadas em cursar a EJA:
– Hoje, não sabemos qual é o número real de interessados. Então, estamos concentrando as matrículas no Centro de Educação Paulo Freire (que fica no bairro Santana) para ver quais locais têm maior demanda.
Só que a própria Secretaria de Educação, a pedido da coluna, revelou uma série de dados que, no mínimo, dão uma noção de "quem e quantas são" essas pessoas. Na Escola Municipal Nossa Senhora do Carmo, na Restinga, Zona Sul, são 173 alunos matriculados na EJA, segundo a secretaria. Digamos que esses 173 alunos morem na Restinga – não vamos considerar a hipótese, aliás bem provável, de que muitos morem até mais longe, talvez no Lami, por exemplo, e se desloquem diariamente até a Restinga porque lá está a escola com EJA mais próxima.
Se esses 173 se matriculassem hoje, para chegar à escola no bairro Santana às 18h30min – que é o horário de início das aulas – eles precisariam pegar o primeiro ônibus às 17h, isso se não houvesse atraso nas linhas. Agora, me diga: que emprego libera uma pessoa antes das 17h?
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Situação semelhante ocorreria com os 143 alunos da EJA da Escola Municipal Jean Piaget, no bairro Rubem Berta (Zona Norte), e com os 214 da Escola São Pedro, na Lomba do Pinheiro (Zona Leste). Todos levariam mais de uma hora até chegar ao Centro de Educação Paulo Freire, no bairro Santana, a única escola que agora aceita novas matrículas para a EJA.
Compreendo a intenção da prefeitura de reduzir custos com uma estrutura que, talvez, esteja inchada demais. Pode ser legítimo restringir o número de escolas que oferecem a EJA. Mas desguarnecer toda a periferia da Capital, que é justamente onde vivem as pessoas com maior carência de educação, aí não faz sentido.

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HOJE, O PAULO GERMANO CONTA:

Em nota enviada à coluna nesta quarta-feira, a prefeitura anunciou que vai manter a Educação de Jovens e Adultos (EJA) funcionando em bairros da periferia.
O número de escolas que oferecem EJA — hoje são 33 — certamente diminuirá, já que o total de alunos, segundo o governo, é menor que a oferta de vagas. Mas foi descartada a proposta inicial, de apenas o Centro de Educação Paulo Freire, no bairro Santana, receber novas matrículas.
"As demais escolas enviarão o cadastro de pedidos de novas matrículas, e o Centro Paulo Freire vai organizar. A Secretaria Municipal de Educação (Smed) irá avaliar para onde direcionar essas matrículas. Isso deve ocorrer até 4 de agosto", diz a nota.



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PERGUNTINHA - Quando um "parlamentar" vai criar o "Dia do Filho-Da-Puta"?







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COLOCAM FORMOL NO LEITE E NÃO QUEREM PAGAR MULTA!! - O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou, na semana passada, o pedido de nulidade de um auto de infração da Cooperativa Agrícola Mixta São Roque (Cooperoque), de Salvador das Missões (RS). A Cooperoque foi autuada por comercializar leite com quantidade de formol fora dos padrões legais. A 4ª Turma confirmou a sentença da 1ª Vara Federal de Santo Ângelo (RS).
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento aplicou uma multa no valor de R$ 31 mil. Em 2015, a cooperativa ajuizou ação contra a União, pedindo a declaração de nulidade do auto de infração. O juízo de primeiro grau negou o pedido.
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Na apelação, a Cooperoque alegou que o leite cru refrigerado foi coletado em 23 de janeiro de 2013, e somente no dia 25 foi efetivada a sua análise, o que afrontaria o prazo legal para realização da análise do produto. Alegou também que o ato administrativo foi arbitrário, uma vez que não houve realização do exame da contraprova.
Segundo o desembargador federal Luís Alberto d’Azevedo Aurvalle, relator do processo, os procedimentos de contraprova não se aplicam a produtos agropecuários perecíveis como o leite.
O magistrado também explicou que “não merece provimento a apelação no que tange ao descumprimento do prazo para análise do produto, vez que, de acordo com o art. 33, § 4°do Decreto n° 986/69, a mercadoria perecível pode ficar 48 horas interditada para análise e, após esse prazo, a Administração tem mais 24 horas para concluir a ação fiscal.”
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Em abril, o TRF4 também manteve multa contra a Cooperoque, em processo que pedia a nulidade de outro auto de infração por adulteração do leite.


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VAMOS RECUPERAR!!




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piadinha





Quarta, 26 de julho de 2017




Jamais troquei de lado.
Por quê? Eu não tenho lado.
Ou melhor, o meu lado sou eu






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"SOU PAI, AVÔ E MULHER"
Laerte, o cartunista mulher








A IMPRENSA DO INTERIOR PRECISA QUALIFICAR SEU CONTEÚDO PARA APROVEITAR O ESPAÇO DEIXADO PELO ENCOLHIMENTO DOS JORNALÕES


Escreve o jornalista Carlos Wagnerhttp://carloswagner.jor.br/blog

O encolhimento dos grandes jornais criou uma oportunidade de crescimento para as pequenas empresas de comunicação do interior e para as agências de conteúdo. Tanto os jornalões quanto os do interior foram atingidos pela mesma crise – fuga de assinantes e anunciantes. No interior, o impacto foi menor porque a estrutura  das empresas sempre foi mais enxuta. Há muitos anos, o repórter é multimídia: ele escreve, faz vídeo, áudio e fotografa, dirige o carro e, na maioria das vezes, baixa a sua matéria no jornal papel e no site.

Os jornalões se afastaram da cobertura do cotidiano dos moradores do interior do Brasil, fechando vagas nas redações e nas sucursais. Só mantiveram intacta a estratégia comercial de vender assinaturas – sites e papel – no interior. O fato é que a ausência da cobertura cotidiana dos jornalões criou um grande problema para as comunidades do interior, que perderam um importante instrumento de pressão contra as autoridades na reivindicação da solução dos seus problemas, especialmente os ligados às áreas de saúde pública e de infraestrutura – estradas. Antes de seguir o trem, como falam os mineiros, eu devo uma explicação. O que estou escrevendo é com base no profundo conhecimento que tenho do interior do Brasil, onde ando de uma ponta a outra e de um lado para outro há 40 anos como repórter. E das conversas que tenho tido, nos últimos dois anos, durante as palestras que tenho feito  pelo interiorzão.

Essa nova realidade esta fazendo com que os moradores do interior batam à porta dos jornais e das emissoras de rádio locais. Há questão de uma década, era mínima a possibilidade de uma autoridade em Brasília ser pressionada por uma notícia em um pequeno jornal ou uma emissora de rádio do interior. As novas tecnologias mudaram essa realidade. Graças à internet, por menores que sejam os jornais e as rádios, o que noticiam dá a volta ao mundo em segundos, alimentando as agência de notícias e as pautas dos jornalões. Para aproveitar essa oportunidade, os jornais e as rádios do interior precisam fazer uma correção de rumo nos seus conteúdos. O perfil dos noticiários locais tem a influência dos anunciantes, o que significa a principal fonte de renda, principalmente a prefeitura e os políticos.

A nova realidade para os jornais e as rádios do interior é o dinheiro escasso dos anunciantes . As prefeituras, mesmo nos municípios ricos, está com dificuldades, e o comércio varejista, principalmente nas pequenas e médias cidades, está mudando o seu perfil. O comerciante local esta sendo substituído pelas grandes lojas. Resta para a mídia local o seu leitor, que nunca precisou tanto do jornal e da rádio local como nos dias atuais. Seja para explicar para ele as denúncias da Operação Lava Jato, como as mudanças em leis que mexem com o seu cotidiano, como a Reforma da Previdência Social que irá mudar as regras para aposentadoria do agricultor. Jornais e rádios do interior já se deram conta da nova realidade. Mas ainda não sabem como fazer para mexer nos seus conteúdos. Um editor de um desses jornais me falou o seguinte:

– Temos ouvido em palestras com consultores e jornalistas do  Rio/São Paulo que precisamos mexer nos nossos conteúdos. Só que eles não falam como fazemos isso.

Eu tenho dito nas minhas palestras que o repórter, o editor e o dono do jornal, ou rádio, sabem as mudanças que precisam ser feitas nos conteúdos. Se tiverem dúvida, e só sair na esquina, que o leitor diz o que precisa ser feito, porco Dio, como falam os moradores de Erechim ou se diz lá em Encruzilhada do Sul:

– Ninguém ensina o padre rezar missa.

Claro, uma conversa da redação com alguém que tenha uma visão geral do que esta acontecendo nos meios de comunicação, ao redor do mundo, é sempre recomendada. E tenho dito aos repórteres que as mudanças no nosso setor criaram uma necessidade de se ter na redação pessoas que sejam referência para os leitores em conhecimento de assuntos que necessitam saber para tocar suas vidas, como aposentadoria rural. Tenho dito que as agências de conteúdo, que são um importante ramo de empregos no nosso setor, tem uma boa oportunidade de crescerem, fornecendo matéria para jornais e rádios do interior. Como se diz:

– O cavalo encilhado esta passando.


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ISSO É IMPRESSIONANTE! ALARMANTE!! - A agência de notícias de O Estado de S.Paulo distribuiu ontem uma matéria com um erro grosseiro no título. E ainda por cima publicou com o erro em seu site. Bem, passados uns minutos arrumaram.
Acontece que vários sites publicaram a matéria. COM O TÍTULO ERRADO!!!
Adivinha quem também publicou?

(clica em cima que amplia)



DUAS VERSÕES:

(clica em cima que amplia)




Caracas 25/07/2017 | 14h26

Mais dois juiz de tribunal paralelo são detidos na Venezuela




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SÓ PARA RELEMBRAR - Do Teofilo Abrantes:
Para reflexão: na última declaração de bens de Lula, da eleição de 2008, constam R$ 839 mil, vide site do TSE. Se ele tem R$ 9 milhões bloqueados da previdência, das duas uma, ou não declarou ou acumulou esse valor nababesco em menos de 10 anos.


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NÃO DÁ PRA ENTENDER A RECORD RS - Outro dia registrei a "importação" de jornalistas de São Paulo, como se aqui no Estado não tivessem repórteres a altura do extraordinário jornalismo que fazem. Já são quatro paulistas. A última a chegar, que registrei, foi a Susan Hipólito.
Pois bem, aí leio na Coletiva que a tal repórter JAMAIS TRABALHOU COMO REPÓRTER.
"Importaram" uma repórter que sempre foi produtora!!!
Disse a mocinha: "Mesmo tendo experiência com Jornalismo, esta é a primeira vez que vou trabalhar como repórter”.
Fazem isso como se aqui no RS não existissem jornalistas competentes!!
Larguei!!

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PERGUNTINHA - Esses repórteres paulistas da Record RS são da igreja universal?






TODO O RIO GRANDE DO SUL




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ELES CONTINUAM TERRÍVEIS!!



Banco Central deve reduzirá taxa básica de juros nesta quarta-feira


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Melbourne 25/07/2017 | 23h44

Cardenal Pell nega acusação de abuso sexual em tribunal australiano


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Homem é baleado no Centro de Porto Alegre


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Brotinhos 25/07/2017 | 13h58

Bastiodores de ensaio do Catálogo de Brotos reúne três gerações na Vinícola Laurentia




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TÉCNICO VIRTUAL - A Oi atingiu em dois meses a marca de 350 mil usuários do Técnico Virtual, ferramenta que permite ao cliente identificar e resolver problemas na utilização do telefone fixo e da banda larga sem precisar falar com um atendente. O serviço foi lançado em maio e faz parte da estratégia de digitalização da companhia, que tem como foco facilitar a vida do cliente e gerar ganhos de produtividade. Somente em junho, 43% das solicitações registradas nas ligações para o suporte técnico da Oi foram solucionadas pelo Técnico Virtual, sem precisar de contato telefônico do cliente com um atendente físico. Com os casos que foram solucionados diretamente via aplicativo, um volume de 583 mil chamadas para o atendimento da Oi foram evitadas. Para a companhia, a economia em dois meses foi de cerca de 10% do custo de chamadas ao suporte técnico.
O Técnico Virtual dá autonomia e comodidade para o cliente identificar problemas e realizar a maior parte dos reparos que podem ser necessários em seus serviços de telefonia fixa e internet banda larga, sem precisar ligar para o atendimento. Através de um fluxo automático de consultas e ações sobre a rede, ele realiza o autoatendimento com agilidade. A Oi vai ampliar as funcionalidades do serviço e, a partir deste mês, o Técnico Virtual ganhará novas funcionalidades, como o agendamento online para serviços de banda larga e para a troca de senha do Oi WiFi na casa dos clientes. O serviço é oferecido para clientes dos produtos fixo e banda larga e em breve será estendido para clientes Oi TV.
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Desde que foi lançado, o Técnico Virtual registrou 400 mil downloads – o serviço pode ser acessado também a partir da Minha Oi, plataforma de autoatendimento da Oi, disponível para Web (versão desktop e mobile) e via aplicativo (Android e IOS). A Minha Oi é o principal canal de relacionamento digital da companhia e um dos pilares da frente de melhoria da experiência dos clientes no movimento de transformação digital da Oi.


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MURAL DE IDEIAS - Na próxima sexta, o jornalismo do SBT RS vai promover a terceira palestra da segunda temporada do Mural de Ideias do Jornalismo. O convidado é Johnny Martins - diretor do programa do SBT Esquadrão da Moda. Ele tem no currículo trabalhos como produtor, roteirista, editor e locutor. Johnny já coordenou e executou edições em programas de Esporte, Promos, Publicidade, Music Vídeos e Reality Shows. Além do SBT, o especialista em entretenimento já passou por MTV, Record TV, Band, Traffic, Globo, UFC e SporTV. Johnny vai falar sobre programas de entretenimento, conteúdo de produção, edição, mídia e tecnologia.
O circuito de encontros do Mural de Ideias do Jornalismo SBT RS ainda trará em discussão temas como Jornalismo Esportivo, O mundo do Agronegócio, Gramática na redação entre outros assuntos da atualidade.








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JULHO VERDE - Neste mês, a campanha nacional Julho Verde, que busca a conscientização para a prevenção do câncer de cabeça e pescoço, chega também a Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Nos dias 27 e 28, no Auditório do Hospital Santa Rita (Av. Independência, 195 – 3° andar), unidade referência em prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer, ocorre uma série de palestras sobre o tema, todas abertas ao público, com a presença de diversos especialistas na área.
Os tumores de cabeça e pescoço são uma denominação genérica do câncer que se localiza em regiões como boca, língua, palato mole e duro (“céu da boca”), gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe (onde é formada a voz), tireoide e seios paranasais. Dados levantados pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que o câncer de boca, laringe e afins então entre os mais frequentes entre os homens. Nas mulheres, o câncer da tireoide tem especial importância, estando entre os cânceres de maior incidência.
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Para a Dra. Alice Zelmanowicz, coordenadora do Centro de Prevenção do Câncer do Hospital Santa Rita da Santa Casa, e uma das palestrantes do evento, as chances de desenvolver a doença nestas localizações pode ser amplamente reduzida, evitando algumas situações de risco. “As pessoas mais propensas a desenvolver um câncer de cabeça e pescoço são aquelas que fumam e que usam bebidas alcoólicas com frequência. Ao eliminar estes dois fatores, os índices podem diminuir muito”, destaca.
Outro dado preocupante são os casos cada vez mais frequentes de diagnóstico da doença em indivíduos com menos de 45 anos, sem a exposição ao fumo e álcool, mas com infecção pelo HPV (vírus do papiloma humano também responsável pelo câncer de colo uterino e que pode ser transmitido na relação sexual sem método de barreira como “camisinha”). O diagnóstico precoce, seguido do tratamento adequado, é fundamental para a cura do câncer de cabeça e pescoço. Porem, no Brasil, 60% dos casos ainda é diagnosticado na forma avançada, aumentando as sequelas no paciente e diminuindo a chance de cura.
...
É preciso estar atento a sintomas como:
- Nódulos (“caroço”) nesta região que crescem rapidamente;
- Dor e/ou rouquidão;
- Manchas brancas na mucosa oral;
- Feridas (mesmo que pareçam aftas) que não cicatrizam por mais de 15 dias;
- Sangramento do nariz ou obstrução nasal prolongada.
Dicas:
- Não fume;
- Não abuse de álcool;
- Pratique sexo seguro;
- Procure seu médico sempre que tiver dúvida de um sintoma.
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SERVIÇO:
O que: Julho Verde – Campanha de prevenção do câncer de cabeça e pescoço
Quando: dias 27 e 28 de julho, a partir das 12h
Onde: Auditório do Hospital Santa Rita (Av. Independência, 195 – 3° andar)
Aberto ao público. Confira AQUI a programação completa.
Informações e inscrições pelo e-mail: vera.martins@santacasa.tche.br


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BAITA TIME!






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piadinha






Terça, 25 de julho de 2017




Jamais troquei de lado.
Por quê? Eu não tenho lado.
Ou melhor, o meu lado sou eu






Atualizado diariamente até o meio-dia.
Eventualmente, à tarde, notícias urgentes.










ÓTIMO O VERÃO, NÉ?







EU NÃO ESCUTO MAIS RÁDIO






Minha mãe sempre estava com o rádio ligado.
Lembro bem quando viemos morar em Porto Alegre e ela sempre escutava o José Aldar, na Gaúcha, e o Milton Jung, na Guaíba. Sempre. E eu me acostumei a ouvir os noticiários. E tinha os da TV, como da Difusora. Dona Ena, a Etna, era uma mulher informadíssima. Sabia tudo.
Quando foi morar de novo no Rio, ouvia diariamente a Cidinha Campos. Informação e mais informação. A gente chegava no apartamento dela e tinha que abaixar a rádio, porque o som era altíssimo - morava no sexto andar da avenida Nossa Senhora de Copacabana. Imagina.
...
Nós assinávamos o Correio do Povo e nos irritava as capas do jornal - sempre chamadas internacionais. Dava um incêndio na Renner, morria um monte de gente, e a manchete do Correio era de Paris. Não tinha nada a ver com a cidade onde era feito.
Viramos fãs da Folha da Manhã. E da revista recém  criada, a Veja. E a Realidade.
Minha mãe era fodona, né?
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Ontem falei para um amigo que não escuto mais rádio. Apesar de gostar muito de âncoras, como o Rogério Mendelski, o Gustavo Victorino,  o Felipe Vieira, o Nando Gross, o Diego Casagrande, o Milton Cardoso, a Magda Beatriz...
Mas os repórteres não consigo aguentar...É tudo "demanda", "complicado", "empoderamento".
Repórter é repórter, mas a maioria que ser de "esquerda" e nem sabe o que é isso.
...
Na verdade, cansei de tanta bobagem.



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O PASSARALHO NA FAMECOS - Amigos, não sei se quando me formei na Famecos tinha alguma doutor. Antoninho, Caparelli, Tibério, Dóris, Carlos Alberto e aquelas professoras de português...
Há muito tempo que a pessoa faz um estágio em uma rádio, em outra TV e faz doutorado.. e vira professor. 
O Marquinho sabe:


FAMECOS. UM ADEUS COM GOSTO DE SAUDADE

 Escreve o jornalista Marco Antônio Vilas-Lobos:

Se fosse uma aula, ela começaria com um aviso: este não é um texto jornalístico, mas como exige o melhor do jornalismo, pretende contar uma boa história. Procuro um começo aqui, outro ali e me rendo para uma frase que de maneira sublime define para mim o que representa este incrível campus que se confunde com praticamente metade de minha vida:
"O bom da Universidade é que ela sempre tem 22 anos."
Tenho certeza de que nela encontro um bom início para minha despedida. Considerando que no bom e velho jornalismo, como na vida, é preciso sempre dar crédito ao autor, confesso que "roubei-a" de um ilustre colega, o professor Luiz Antonio de Assis Brasil que, por suas qualidades docentes e brilhante obra literária, dispensa maiores apresentações.
Com 22 anos saí pela primeira vez da Famecos formado em Comunicação Social/Jornalismo, trabalhando desde o primeiro dia de aula como repórter. Acreditem, mesmo que hoje um exército de fios brancos comecem o indefectível assalto final a todo meu cabelo, também já tive 22. Bons tempos em que eu era muito parecido com tantos "malucos" infinitamente queridos, com os quais tive o prazer e a alegria de conviver no velho e certamente mítico prédio 7 da PUCRS.
Vinte e dois anos amando os Beatles e os Rolling Stones, odiando a ditadura que nos sufocava como brasileiros. E que anos. Que MESTRES. Como não falar desses Professores, coração e alma desta faculdade. Obrigado Antonio González, Schardong, Anibal Bendati, Anibal Damasceno, Núbia Silveira, Tibério Vargas, João Brito e tantos outros que me moldaram como jornalista e serviram de modelo para a futura carreira acadêmica do cabeludinho que sonhava um dia em enfrentar uma sala de aula. O sonho se concretizou. Passados muitos anos atuando em redações de algumas das principais Redes Regionais e Nacionais de Televisão, voltei para o prédio 7 como um Professor. Ali, porque ser humilde é preciso, sempre busquei exemplos e referências nos colegas bem mais experientes do que eu, recebendo com grande respeito o conhecimento generosamente dividido por esses "velhos" sábios. Neste momento, minha vida encontra-se uma vez mais com o mesmo número, afinal, foram 22 anos em salas de aula e laboratórios.
Hoje, dia 24 de julho de 2017, para minha profunda tristeza, esta relação que cultivei com tanto carinho e empenho foi cortada unilateralmente. Fui apenas mais um entre
centenas de Professores e Funcionários atingidos pela crise a partir de critérios que não me cabem discutir, porém me permitem comentar. Explicações que variam desde questões econômicas que remetem a este governo desastroso e ainda por cima golpista até, acho eu, ao que poderia ser definido como o fetiche da novidade, que abre espaço cada vez maior para o surgimento de alguns profetas da modernidade. Magos que com suas "ideias revolucionárias" ocupam todos os espaços achando que redescobriram a roda.
Gente que decretou que nada de bom foi feito antes deles próprios surgirem, do alto de suas experiências teóricas que ainda não deram tempo para que tenham vivido o jornalismo da vida real. Gente que acha que reinventa cada dia um novo jornalismo, como se este não continuasse sendo apenas a arte de contar boas histórias. Analisando sob o âmbito da Universidade, quando vejo os professores que estão sendo descartados, me dou conta que cabelos brancos, conhecimento e a experiência que nos melhores tempos destas escolas eram tão considerados, hoje saíram de moda.
Convocado para uma reunião por minha colega Diretora, a Professora Cristiane Mafacioli Carvalho, por quem apesar de nunca ter tido grande contato tenho a maior consideração, e pelo meu ex-aluno, o jovem Professor e Coordenador do Curso de Jornalismo, Fabian Chelkanoff (que eu achei que também participaria da reunião, mas que no final não apareceu), fui comunicado de que não faço mais parte do corpo Docente da Faculdade.
Por minha forma de pensar, pelas características de minhas atividades profissionais, quer em redações, quer em sala de aula ou laboratórios, prefiro conjugar o verbo a partir do nós. Nunca me interessei por marketing pessoal, o que aliás me custou muitas críticas de alguns colegas e de vários alunos, por isso peço licença porque acho que tenho crédito para pelo menos nesta despedida falar a partir do eu.
Neste momento, eu com o peito apertado, me despeço de gerações e gerações de queridos alunos. Derrotado? De jeito nenhum. Basta ligar uma televisão, o rádio, a internet, folhear revistas e jornais para reencontrar tantos nomes que, muito mais do que apenas uma linha na chamada, deixaram marcas que hoje formam listas de presença na lembrança e no coração. Isso foi o melhor deste longo caminho hoje interrompido. É duro, mas conforta saber que podem te mandar embora, mas é impossível apagar uma relação de confiança e camaradagem com os alunos e vários colegas, um presente que a Famecos me deu.
Tenho consciência de que é impossível agradar a todos, mas acreditem, não foi por falta de vontade ou esforço. Para quem esperava mais de mim, é a última chance que tenho para pedir desculpas. Para quem agradei, meu muito obrigado. Para todos, o meu carinho. Sempre.
Para quem desejava um Professor mais duro, lamento. Reconheço que aqui divergi em parte daquele famoso argentino que dizia "que é preciso endurecer sem perder a ternura jamais”. Sempre preferi não endurecer jamais por ser capaz de resolver eventuais problemas com muita ternura. Concordo, pode até não ser tão pedagógico, mas tenho certeza que com relações humanas assim, o mundo poderia ser muito melhor. Aproveitando que falei em melhor, tenho certeza de que nada pode superar a alegria diária deste convívio com alunos, Professores e demais colegas.
Foram Decalitros de café, toneladas de conhecimento, cultura e experiências trocadas, muito papo jogado fora, riso, compartilhamento de alegria, tristeza, preocupações, derrotas, vitórias, tudo embalado por uma marca registrada desta faculdade que cada vez mais é ameaçada pelo descarte dos “velhos” que a tornaram, assim, humanista.
O papo avança enquanto o companheiro, aquele que bate no lado esquerdo do peito, me pressiona a correr um grande risco. Não tenho escolha, afinal ele ameaça: se eu não fizer, ele para de bater e aí sim as coisas vão ficar bem piores. O coração exige que eu cite nomes mesmo sabendo que posso esquecer alguns, mas enfim como não destacar, reconhecer, admirar, abraçar dois irmãos como o Cláudio Mércio e o Eduardo Wannmacher. Como não agradecer o convívio com o Luciano Klockner, o José Fernando Azevedo, o Gerbase, o Glênio, a Helena, a Ivone, o Juremir, o Antônio, a Finger, a Neka, o Leonam, a Cris Freitas, a Dóris, o Gamba, o Tércio, a Glafira, a Cláudia, a Marisa, o Tibério, o Raguenet, o Sérgio Stosch e tantos outros.
Como não destacar um grupo de técnicos, desde o Bira e o Hiram dos meus tempos de aluno, passando pelo Borjão, Paulinho, Chico, Laurindo, e chegando aos atuais Márcio, Yasmine, Davi, Gilson, Alencar, Fabricio, Anderson, Zé Blues, e também pela gurizada que atua como freelancer: o Mauriti, o Guilherme, a Bruna, o Leandro, o William, o Alemão...
Foram tantos os monitores que passaram, não tenho como citar todos, mas ninguém melhor do que a Gabriela e a Mauriane, que estiveram juntas comigo até minha última aula, para representá-los. Vocês são demais gurias.
Impossível sair sem elogiar a turma muito legal, competente e camarada que forma nossa secretaria. Todos eles com a maior boa vontade, aguentando meu jeito, confesso, algumas vezes atrapalhado. Pobre da Flávia que foi a que me aguentou por mais tempo pedindo coisas diariamente. Obrigado mesmo pessoal. E se as melhores ideias muitas vezes surgem nos bares, local onde em nossas discussões salvamos o mundo todos os dias, é preciso deixar um abraço para a Liane, o Sinésio e para todas as queridas atendentes.
É Importantíssimo saudar a gurizada do Centro Acadêmico Arlindo Pasqualini, que durante o tempo que estive por aí, de um modo geral, sempre foi combativa. Pessoal, vocês são a consciência e a vanguarda da Universidade na luta diária por um ensino de qualidade, que necessita cada vez mais ser democratizado. Continuem sempre se batendo pela democracia, o oxigênio do espírito. A luta continua.
Gracias aos meus amigos uruguaios do CELADI e da APUES, que teimam em me considerar um Professor e um jornalista importante, quando importante mesmo foi a generosidade com que sempre me trataram em minhas jornadas pelo Paisito.
Muito obrigado também a três maravilhosos “velhos” Professores que foram fundamentais por seu conhecimento e generosidade para minha formação acadêmica. O saudoso Bráz Brancato, junto com Sandra Brancato e Earle Macarthy, foram os grandes incentivadores e orientadores durante meu Mestrado e Doutorado em História.
Não posso me esquecer de agradecer ao grupo de pesquisadores sobre ditaduras, formado por Professores das Universidades Federal de Santa Maria, Universidade de Praga, Universidade de Vigo (Espanha) e especialmente da Universidade de Coimbra, que tanto valorizaram minhas pesquisas especialmente na área de direitos humanos.
É minha obrigação realizar uma pontifícia saudação para os dois anjos da guarda do CPM, Silvio e Roberto. Foram eles que sempre me salvaram de todos os pepinos com equipamentos nas aulas práticas e quebraram milhares de galhos na minha folclórica luta contra as impressoras, além é claro, de me brindarem com os piores cafés que tomei até hoje (brincadeira).
Finalmente, nesta saída, gostaria de compartilhar com vocês 3 troféus que levo depois de 22 anos nesta casa. O primeiro: a amizade que mantive com centenas de alunos e colegas. O segundo: ter garantido, mesmo com repercussão interna praticamente nula e isto, confesso, de certa forma magoa, vários Prêmios Direitos Humanos, para mim um dos mais importantes pelo que representa. Entre eles estão todos os ganhos por nosso atual laboratório Editorial J. Fico feliz que vários colegas tenham hoje em seus currículos estas premiações que não me esqueci de dividir. Por justiça, agradeço particularmente à Professora Ivone Cassol, que sempre se interessou e apoiou esses projetos. O terceiro é o que mais me envaideceu durante minha jornada na Famecos. Sem saber que eu estava assistindo a apresentação deles em um salão escuro no SET Universitário, dois dos MAIORES jornalistas deste país, Geneton de Moraes, recentemente falecido, e Luiz Cláudio Cunha exaltaram minhas qualidades como jornalista e professor. Partindo de quem partiu esta foi a grande condecoração profissional de minha carreira. Desculpem se parece pretensão, mas eu avisei que uma vez em 22 anos eu poderia falar Eu.
Para aumentar meu orgulho, recebi este e-mail do Luiz Cláudio ao saber do que anda acontecendo por aqui através de leituras na imprensa:
“Caraca, que merda!
Por isso minha descrença crescente nesta profissão que se nivela por baixo, com esta multidão de imbecis fissurados em redes sociais e bugigangas tecnológicas.
E botando na rua gente talentosa e experiente como tu, Leonam, Tibério e outros.
E o Fabian nessa? Fez o serviço sujo? Ou pelo menos tentou resistir?
Qual a moral de um novo SET, nesse clima terrorista?
Lamento, índio velho.
A razão está sendo atropelada pelos idiotas de ocasião.
Minha solidariedade, amigão.
E me mantenha informado sobre teus passos futuros.
forte abraço
Luiz Cláudio Cunha”
Se me permitem, uma última aula de jornalismo. Não publiquei as colocações desta referência do Jornalismo Nacional sem pedir autorização:
“Marquinho, autorizadíssimo!
Tudo o que eu puder fazer pela dignidade de profissionais dignos e talentosos como tu, eu farei.
Se este textinho tiver alguma utilidade pra ti, manda brasa, em qualquer instância.
Se eu puder fazer alguma coisa mais importante, me diga.
Sou teu fã, admirador e parceiro, nas horas boas e ruins.
Tamo junto, como diz a garotada.
amplexos
PS: fiquei com uma dúvida: eu te mandei, afinal, minha ode ao grande Geneton?
Luiz Cláudio Cunha”
Meus amigos, podem ter certeza, este tempo que nunca mais vou esquecer marcou os piores cafés (brincadeira) dos melhores anos de minha vida, afinal: "a Universidade sempre tem 22 anos".
Muito obrigado e um beijo do
Marquinho
P.S Desta vez não deu para tentar ser engraçado. O momento é de tristeza, mas o sorriso vai voltar e a vontade de continuar trabalhando no ensino ou nas redações continua a mesma.



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TODO O RIO GRANDE DO SUL




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ANTES E DEPOIS - Agora, ela está feliz, com uns quilos a mais.




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NOVO POSICIONAMENTO DA VIAÇÃO OURO E PRATA - A Viação Ouro e Prata completa 78 anos em setembro. Durante todos esses anos a empresa sempre se esforçou para honrar sua missão: proporcionar o melhor serviço de transporte ao seu passageiro.
Em Abril deste ano, a área de marketing – junto a diretoria – sentiu a necessidade de repensar o posicionamento da empresa.
Depois de estudos e pesquisas externas e internasidentificou- se que tudo que a empresa se propõe em fazer é uma experiência de viagem segura, confortável e produtiva.
A partir dessa percepção, o desafio de criar um novo conceito que materializasse o propósito da marca e potencializasse a percepção dos seus diferenciais e sua relevância para as pessoas. Assim nasceu, a nova proposta de valor do Grupo Ouro e Prata: “Tudo pra você chegar bem.”
O “Tudo pra você chegar bem.”visa humanizar a marca e traduzir este novo posicionamento que se manifesta em todos os momentos na relação com o cliente: na aquisição digital da passagem, na atenção e comodidade da sala de espera VIP, na direção responsável, cortês e excelente, no conforto e tecnologia embarcada, no cuidado com a bagagem, no respeito ao tempo e à tranquilidade do passageiro.
Para marcar o lançamento da campanha, a Ouro e Prata irá homenagear seus motoristas.
Amanhã, 25 de julho - dia do motorista, em nossas redes sociais, será liberado o vídeo de  lançamento a nova campanha.








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QUEM FINGE TRABALHAR? - O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) quer que o ministro da Saúde, Ricardo Barros, aponte quem diz “fingir que trabalha”, ao se referir aos médicos que atuam na saúde pública. A declaração, em 13 de julho, teve forte reação de entidades médicas e da categoria. O Sindicato Médico decidiu ingressar com uma interpelação no Supremo Tribunal Federal (STF) - pois se trata de ministro de estado, para que Barros informe os profissionais que estão nesta situação.
"Ele ofendeu a categoria médica", destaca o presidente do SIMERS, Paulo de Argollo Mendes. Caso não haja resposta da maior autoridade da Saúde no País, o Sindicato buscará a retratação do ministro. A frase que ele disse foi: “vamos parar de fingir que pagamos o médico, e o médico vai parar de fingir que trabalha”.
O presidente da entidade médica ressalta: “Em algum momento temos de dar um basta. Estamos cansados de receber a culpa pelo que os ministros deixam de fazer, pelo que o governo deixa de fazer, pela corrupção no governo. Enquanto isso, trabalhamos desesperadamente para salvar vidas”, adverte Argollo.


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MAIS CIRURGIAS CARDÍACAS - O Ministério da Saúde editou, no último dia 11, a Portaria Nº 1.197, que se destina a ampliar o atendimento de crianças com cardiopatia congênita no Sistema Único de Saúde (SUS). O movimento integra o Plano Nacional de Assistência à Criança com Cardiopatia Congênita, composto por ações que visam o acesso ao diagnóstico, ao tratamento e à reabilitação de crianças com a doença.
A meta é ampliar em 30% o número de cirurgias feitas na rede pública de saúde com investimento de R$ 91,5 milhões já neste ano, o que representa aumento de 75,2% do orçamento anual destinado às cirurgias cardíacas pediátricas, cujo custo estava em torno de R$ 52,2 milhões. A partir disto, o SUS terá capacidade de tratar todas as crianças com cardiopatia congênita que precisam de intervenção no primeiro ano de vida. 
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O chefe da cirurgia cardíaca da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, Dr. Fernando Lucchese, informa que nascem anualmente 28 mil crianças com defeitos do coração, sendo que metade delas necessita uma correção já no primeiro ano de vida. "Quando operadas em tempo, estas crianças chegam saudáveis à vida adulta" complementa.
O Hospital da Criança Santo Antônio, unidade pediátrica da Santa Casa e referência nacional em assistência de alta complexidade, realiza cerca de 400 cirurgias cardíacas pediátricas anualmente. Pacientes de todo o Brasil, especialmente do Acre, Rondônia, Tocantins, Maranhão, Paraiba, Amazonas e Santa Catarina, encontram no hospital a chance de cura desta doença que atinge um número considerável de crianças a cada ano.  
Lucchese explica, ainda, que esta portaria e o consequente Plano Nacional de Assistência à Criança com Cardiopatia Congênita vem corrigir uma redução de procedimentos por falta de cobertura: "Há 10 anos, mais de 70 centros no Brasil executavam este tipo de cirurgias. Com a defasagem no financiamento restaram apenas 12. Por esta razão, em 2005 eram realizados em torno de 12 mil procedimentos, e atualmente, este número baixou para seis mil". 
A correção da tabela de pagamentos desses procedimentos se deu através do aceite do Ministro da Saúde, Ricardo Barros, à reinvindicação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, através do Dr. Fábio Jatene (Incor) e Dr. Lucchese. Desde 2007, representantes da área pediátrica conduzidos por ambos buscam, junto ao órgão federal, o reajuste anunciado na última semana. 
Lucchese finaliza explicando que esta portaria permitirá recompor o número de procedimentos necessários: "O Hospital da Criança Santo Antônio tem a perspectiva de realizar em torno de 500 procedimentos anuais já a partir deste ano, o que o classifica entre os três maiores centros do país. Uma boa noticia para os gaúchos", comemora. 


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piadinha